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As equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) retomam, na manhã desta quarta-feira (28), as buscas pelo homem de 43 anos que desapareceu nas águas da Praia da Capilha, em Rio Grande, no último domingo (25). O incidente ocorreu enquanto ele praticava Stand Up Paddle acompanhado de sua filha, de 14 anos.
Segundo informações preliminares e relatos das autoridades locais, o homem, que seria natural de Recife (PE), estava na prancha com a adolescente quando ela caiu na água. Em um ato de desespero, ele teria pulado para socorrê-la. Embora a jovem tenha sido resgatada com vida e encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) — de onde já recebeu alta —, o pai acabou submergindo e não retornou à superfície.
A operação de resgate, que teve início ainda na tarde de domingo por volta das 15h45, enfrenta desafios significativos. O local do incidente é uma área extensa e não contava com monitoramento de guarda-vidas no momento do ocorrido.
Para intensificar a procura, a guarnição do Balneário Cassino recebeu reforços importantes. Mergulhadores do CBMRS de Porto Alegre chegaram à região na madrugada de segunda-feira para realizar varreduras subaquáticas nas partes mais profundas da lagoa. Além disso, redes de contenção foram instaladas e jet skis estão sendo utilizados para buscas superficiais no perímetro.
Os bombeiros relatam dificuldades devido à baixa visibilidade da água e à falta de precisão sobre o ponto exato onde a vítima afundou. “A grande extensão de água exige uma mobilização maior das equipes. Caso tivéssemos a informação exata do ponto de desaparecimento, as ações de varredura partiriam dele, o que facilitaria a localização”, informou a corporação em nota oficial. Até o momento, a identidade da vítima não foi divulgada oficialmente.
O trágico incidente levanta, mais uma vez, o alerta sobre a segurança na prática de esportes náuticos. Relatos indicam que a vítima aparentemente não utilizava equipamentos de proteção adequados para a atividade.
No Stand Up Paddle, o uso do leash (cordinha) é considerado um item de segurança indispensável. O acessório mantém o remador conectado à prancha em qualquer situação. Em casos de queda, fadiga ou ventos fortes, a prancha serve como uma boia de salvamento gigante, garantindo que o praticante tenha onde se apoiar para flutuar e descansar. Sem o leash, a prancha pode ser rapidamente levada pelo vento ou pela correnteza, deixando o remador à deriva.
O Aloha Spirit Mídia acompanha com pesar o desenrolar deste caso e se solidariza profundamente com a dor da família e amigos neste momento de angústia e incerteza.