Passeio de canoa havaiana quase termina em tragédia em Belém

Compartilhe
acidente canoa belem
Participantes do passeio, que vivenciavam sua primeira experiência com a va’a, relataram momentos de pânico com o corrido. Foto: reprodução Instagram

Um passeio de lazer nas águas do Rio Guamá, em Belém, transformou-se em um cenário de desespero na manhã da última sexta-feira, 1º de maio. Uma canoa havaiana conduzindo remadores iniciantes e um instrutor, ao realizar manobra evasiva para desviar de uma lancha, sofreu um huli (capotamento) e, na sequência, colidiu contra uma balsa de grande porte. De acordo com informações divulgadas pelo portal Diário On-line (DOL), o acidente expôs graves falhas de segurança e comunicação durante a travessia.

Segundo os relatos das vítimas ao portal DOL, o choque lançou os ocupantes na água, criando uma situação caótica. Ouvida pelo portal, a participante Carol Santos relatou que três mulheres chegaram a ser arrastadas pela forte correnteza para debaixo da balsa, enfrentando momentos de desespero para sobreviver. As vítimas afirmam que ficaram à deriva e que o socorro só foi possível graças à ajuda de trabalhadores da própria balsa e de embarcações que passavam pelo local, denunciando a ausência de suporte do clube de va’a no amparo à vítimas após o ocorrido.

O posicionamento do clube

Após a repercussão do caso, o clube Marear Canoagem, responsável pelo passeio, pronunciou-se sobre o ocorrido em sua conta no Instagram. Em sua defesa, apresentou uma versão diferente dos fatos relatados pelas vítimas.

Entre os pontos destacados pela empresa em sua defesa, está a afirmação de que o acidente foi provocado por uma manobra brusca feita pelo leme para desviar de uma lancha em alta velocidade, o que teria resultado no tombamento da canoa. O clube também garantiu que todos os participantes receberam instruções prévias de segurança e utilizavam equipamentos de proteção adequados. Além disso, a organização alegou que o instrutor agiu imediatamente para auxiliar no resgate, ressaltando que não houve feridos graves durante o incidente.

Críticas e indignação nas redes sociais

Apesar das justificativas da Marear Canoagem, a postagem do clube foi alvo de duras críticas nos comentários, especialmente a alegação de uma suposta negligência na prestação de socorro e à falta de preparo para emergências.

Muitos participantes e internautas contestaram a postura da empresa. Uma das vítimas expressou sua indignação diretamente na publicação: “Foi minha primeira vez fazendo esse tipo de passeio, a convite da minha amiga Júlia, que foi uma das que tiveram uma experiência de quase morte. Infelizmente, a empresa deixa muito a desejar quando se trata da prestação de socorro”.

Independentemente de julgamentos e da responsabilização pelo ocorrido, pois isso caberá às autoridades locais apurar, ocorrências envolvendo passeios de canoas havaianas têm sido cada vez mais frequentes. No mesmo período, a cidade de Santos também registrou incidentes envolvendo esse tipo de embarcação, mostrando que casos assim vêm se repetindo em várias partes do Brasil. Esse cenário evidencia a necessidade de um maior rigor no controle dessas atividades, levantando questionamentos urgentes: quem são essas pessoas e empresas que estão realizando passeios de canoa e, principalmente, quem as qualifica para isso e quem fiscaliza esse tipo de operação?

Não perca nada! Clique AQUI para receber notícias do universo dos esportes de água no seu WhatsApp

Compartilhe