Brasil convoca seleção para o Pan-Americano de Surfe 2026

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Brasil tricampeão
Equipe brasileira viaja ao Panamá em busca do tetracampeonato do Pan-Americano de Surfe – PASA Games 2026. Foto: Divulgação

A Surf Brasil anunciou a convocação da Seleção Brasileira que disputará os Jogos Pan-Americanos de Surfe de 2026, entre 24 de abril e 3 de maio, na Playa Venao, no Panamá. Em busca do tetracampeonato por equipes, o Brasil leva um time completo com 22 atletas, distribuídos entre Surf, Longboard, Bodyboard e, com destaque especial, as modalidades de Stand Up Paddle (SUP Surf e SUP Race), que têm sido decisivas para a manutenção da hegemonia brasileira na competição.

A convocação marca também uma nova fase institucional: a antiga Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) passa a se apresentar ao público e ao circuito competitivo como Surf Brasil, em um movimento de modernização de marca e aproximação com o público em geral e o mercado esportivo.

SUP: pilar da hegemonia brasileira no Pan-Americano

Guilherme dos Reis ouro PASA Games 2023
Guilherme dos Reis comemora a medalha de ouro no SUP Race durante o PASA Games de 2023. Foto: Michael Tweddle

Desde que o Brasil passou a disputar os Jogos Pan-Americanos de Surfe organizados pela Pan American Surf Association (PASA), o Stand Up Paddle se consolidou como um dos grandes pilares do quadro de medalhas nacional. Tanto no SUP Surf quanto no SUP Race, os brasileiros acumulam títulos, pódios e, principalmente, regularidade: praticamente todo ano o país sobe ao pódio nessas modalidades.

Em quatro participações recentes na competição, o Brasil já soma 49 medalhas individuais, sendo 13 de ouro13 de prata16 de bronze e 7 de cobre, com vitórias em todas as modalidades em disputa. Em boa parte dessas campanhas, o SUP teve protagonismo, garantindo pontos fundamentais para os títulos por equipes em 2022, 2023 e 2024.

No Panamá, em 2022, quando o Brasil iniciou sua sequência vitoriosa, Luiz Diniz, no SUP Surf, e Lena Guimarães, no SUP Race, foram campeões pan-americanos, ajudando a seleção a conquistar um recorde de seis medalhas de ouro na Playa Venao. No ano seguinte, em Santa Catalina, ainda em solo panamenho, Guilherme dos Reis confirmou a força do país no SUP Race com mais um ouro, mantendo a hegemonia brasileira nas remadas.

SUP Surf: técnica, constância e medalhas

A equipe de SUP Surf convocada para 2026 reforça a tradição brasileira de sempre chegar como candidata a medalhas:

  • Luiz Diniz (SP) – campeão pan-americano em 2022 e vice em 2024, além de bicampeão brasileiro pela CBSurf (2022 e 2025). É um dos nomes mais fortes da modalidade e referência internacional.
  • Gabi Sztamfater (SP) – medalha de bronze no Pan de 2024 e tricampeã brasileira pela CBSurf (2022, 2023 e 2025), símbolo de constância no alto nível.
  • Aline Adisaka (SP) – vice-campeã pan-americana em 2024 e bronze em 2022, 2023 e 2025, além de campeã brasileira pela CBSurf em 2024. A sequência de pódios mostra como o Brasil é presença permanente nas finais femininas.
  • Leo Gimenes (SP) – medalha de cobre no Pan de 2022 e campeão brasileiro pela CBSurf em 2023, reforçando a profundidade do elenco nacional.

A formação evidencia um padrão: o Brasil chega ao Panamá com atletas que não apenas já foram campeões ou medalhistas, mas que se mantêm no pódio ano após ano, transformando o SUP Surf em uma das modalidades mais regulares da seleção.

SUP Race: domínio nas remadas e títulos estratégicos

No SUP Race, o retrospecto recente também é de protagonismo. A modalidade tem sido crucial para fechar campanhas com títulos por equipes e ampliar a vantagem brasileira no quadro geral:

  • Lena Guimarães (RJ) – campeã pan-americana em 2022 e tricampeã brasileira pela CBSurf (2022, 2023 e 2024). É um dos grandes nomes do SUP Race nas Américas.
  • Guilherme dos Reis (SP) – campeão pan-americano em 2023, medalha de cobre em 2024 e bicampeão brasileiro pela CBSurf (2022 e 2025). Sua vitória no Panamá foi decisiva para o bicampeonato brasileiro por equipes.
  • Moah Jessika (SP) – bronze no Pan em 2024 e 2025, além de bicampeã brasileira pela CBSurf em 2024 e 2025, comprovando a consistência do Brasil também no feminino.
  • Eri Tenorio (RJ) – bronze no Pan de 2024 e bicampeão brasileiro pela CBsurf (2023 e 2024), reforçando o bloco masculino na briga por medalhas.

Com esse quarteto, o país volta ao Panamá com a clara expectativa de manter a tradição de sempre subir ao pódio no SUP Race, tanto no masculino quanto no feminino, o que pesa diretamente na pontuação geral por equipes.

Bodyboard e Longboard reforçam a base campeã

Embora o foco da convocação esteja, mais uma vez, na força do SUP, outras modalidades seguem entregando resultados expressivos.

No Bodyboard, incluído no programa dos Jogos Pan-Americanos de Surfe a partir de 2024, o Brasil já chega com currículo vencedor:

  • Maylla Venturin (ES) – campeã pan-americana em 2024 e bronze em 2025.
  • Maira Viana (ES) – vice-campeã pan-americana em 2024 e 2025.
  • Socrates Santana (RJ) – vice-campeão pan-americano em 2024 e bronze em 2025.
  • Eder Luciano (SC) – vice-campeão pan-americano em 2025.

No Longboard, a supremacia brasileira é histórica. A equipe de 2026 traz:

  • Chloé Calmon (RJ) – bicampeã pan-americana em 2022 e 2023 e tetracampeã brasileira.
  • Atalanta Batista (PE) – campeã pan-americana em 2024 e heptacampeã brasileira.
  • Carlos Bahia (SP) – vice-campeão pan-americano em 2025 e pentacampeão brasileiro.
  • Alexandre Escobar (ES) – vice-campeão brasileiro em 2025.

O Longboard tem sido um dos carros-chefe nas campanhas de títulos, com medalhas recorrentes e resultados que ajudaram o Brasil a alcançar marcas como o recorde de 16 medalhas em 2024, em Punta Rocas, no Peru.

Surf Shortboard: estrelas consagradas e nova geração

No Surf Open, o Brasil mescla atletas consagrados internacionalmente com nomes em ascensão no cenário nacional:

  • Silvana Lima (CE) – campeã pan-americana em 2023, vice em 2024 e hexacampeã brasileira, é um ícone do surf feminino nacional.
  • Juliana dos Santos (CE) – campeã brasileira em 2024 e bronze no Pan, representando a nova geração que já chega com resultados sólidos.
  • Monik Santos (PE) – campeã brasileira em 2021.
  • Douglas Silva (PE) – bicampeão brasileiro em 2024 e 2025.
  • Renan Pulga (SP) – vice-campeão brasileiro em 2025.
  • Michael Rodrigues (CE) – ex-top do Championship Tour (CT) e atual líder do ranking do Surf Brasil Pro 2026.

Mesmo com a força do Surf Open e do Longboard, é o desempenho somado de SUP Surf, SUP Race e Bodyboard, categorias em que o Brasil constantemente ocupa pódios múltiplos, que torna a seleção um adversário tão difícil de ser batido no ranking geral.

PASA x Jogos Pan-Americanos: caminhos até Los Angeles 2028

Os Jogos Pan-Americanos de Surfe são organizados anualmente pela Pan American Surf Association (PASA), fundada em 1992 e reconhecida pela International Surfing Association (ISA) como a entidade responsável pelo desenvolvimento do surfe nas Américas do Sul, Central e do Norte.

Já os Jogos Pan-Americanos multi-esportivos ocorrem a cada quatro anos e reúnem diversas modalidades olímpicas. A edição de 2027 será em Lima, no Peru, e servirá como um dos caminhos de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, incluindo o surfe – com campeão e campeã garantindo vaga direta nas Olimpíadas.

Em 2026, o evento da PASA no Panamá tem caráter ainda mais estratégico, por ser justamente uma das principais portas de entrada rumo a esse ciclo olímpico.

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