Pranchas de Paddleboard, uma análise – Parte III

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Pranchas de paddleboard
A veterana Sinara Pazos mantém uma parceria de longa data com o shaper Mauricio Abubakir. Foto: Arquivo Patrick Winkler

Depois de dar um giro pelo mercado norte-americano, europeu, Oceania e Polinésia Francesa, a parte final desta sequência de textos é sobre o crescente numero de vendas de pranchas de prone paddleboard no Brasil.

Caso não tenha lido a parte 01 e 02 dessa série de artigos, eu sugiro a você dar uma conferida:

A modalidade apresentou um salto no número de eventos e no número de praticantes nos últimos cinco anos. Evidente que continua sendo um esporte muito menor que o SUP, mas com números inspiradores. Um grande exemplo é a maior prova de downwind no país, o MolokaBRA, com número de inscritos muito próximo entre as duas modalidades.

E quanto ao mercado nacional de pranchas? Vamos lá:

ABUBAKIR

Pranchas de paddleboard
Jader Andrade. Foto: Arquivo Patrick Winkler

A principal e mais tradicional marca de prancha de prone paddleboard no Brasil. Mauricio Abubakir é surfista de ondas grandes e um dos pioneiros do esporte em nosso país. Produz pranchas há duas décadas, sempre buscando melhorar o design, resistência e qualidade.

No Brasil, a cultura é de prancha customizada e não necessariamente modelos idênticos produzidos em quantidade. Por isso, a variação é grande e a Abubakir consegue atender a necessidade de qualquer remador. Mesmo assim, existe o modelo chamado Monster.

Abubakir Monster: tamanho 12 pés, modelo abaulada, rabeta pin e com variações de largura de prancha entre 19 e 20 polegadas no meio.  Como Mauricio Abubakir é carinhosamente chamada de “Monstrão”, o nome Monster é muito bem-vindo.

Vale ressaltar que nas versões Unlimted (principalmente com tamanho 18 pés), Abubakir foi a primeira empresa a introduzir o leme nas pranchas nacionais. Maurício sempre apoiou diversos atletas, entre eles: Babi Brazil, Claudio Britto, Genauto França, Sirana Pazzos e Jader Andrade

O monstrão também produz pranchas de prone paddleboard no tamanho 10”6, pranchas de SUP, Longboard, Gun e por aí vai…

DEADLINE

Patrick Winkler Paddleboard
Rogerio Melo. Foto: Kanal Esporte

Com a consolidação do mercado na Bahia, é natural que shapers de outras regiões, colocassem foco no Sul/Sudeste e um dos destaques é a empresa de São Vicente (litoral sul de São Paulo) batizada de Dead Line.

Sem dúvida, foi a marca de pranchas que mais cresceu em São Paulo nos últimos dois anos. A escolha do nome tem uma origem engraçada que vale a pena contar.

Silvio Santana, criador da Dead Line, é bem magrinho e quando ficava muitas horas no mar surfando, começava a ficar pálido, e os amigos diziam que ele ficava parecendo um “morto”. O apelido pegou e hoje em dia ninguém mais o chama de Silvio, apenas de “Morto” e é por este motivo que a empresa chamasse Dead Line (“Linha do Morto”, traduzindo do inglês).

Nos últimos anos, por meio de diversas reuniões com Rogério Melo (renomado water man e remador de Santos), a Dead Line desenvolveu várias pranchas, que evoluíram de maneira impressionante. Um dos modelos mais populares recebeu o nome de batismo DW19, confira:

Deadine DW19 – As iniciais são abreviações da palavra DownWind e 19 é referente à Covid-19 (período em que as pranchas estavam sendo desenvolvidas). O fundo é levemente abaulado, rabeta pin, 19,5 polegadas no meio das pranchas e com muita leveza no material.

Alguns dos melhores remadores da atualidade vêm utilizando a Dealine, como Catarina Winkler e Felipe Barone.

RATONES

Pranchas de paddleboard
Serginho. Foto: Arquivo Patrick Winkler

Para quem é de Rio de Janeiro, uma opção com bastante estilo é a Ratones. O Shaper é especialista em SUP mas já produziu algumas pranchas de prone paddlebaord.

Criatividade, ousadia e leveza, fazem parte de toda a coleção produzida pelo Gustavo Ratones. Ressaltando que a marca patrocina os campeões nacionais de SUP: Lena Guimarães e Luiz Guida Animal. Ratones também é diretor técnico do Aloha Spirit Festival.

Assim como Abubakir e Deadline, as pranchas são customizadas de acordo com as características do remador.

SILVER SURF BOARDS

Silver Surf Paddleboard
Adriano Teco. Foto: Arquivo Patrick Winkler

Muito conhecida por ser fornecedora de pranchas de Italo Ferreira, simplesmente campeão mundial e único campeão olímpico de surfe, a empresa também produz pranchas para outras modalidades, entre elas o prone paddleboard.

Na verdade, a Silver Surf foi uma das primeiras marcas do Brasil a produzir pranchas de prone paddleboard, em 2000, ainda que o foco principal da marca sejam as short boards.

Silver Surf Prone Paddle: a prancha fundo flat, com laterais parcialmente abaulado, rabeta Pin e com 20 polegadas no meio.  Se o remador não desejar as medidas em questão, ele pode customizar a prancha.

Vale destacar também que o legend Rico de Souza é adepto de longa data do prone paddlebard, e produz pranchas de remada desde os anos 1970. Nos últimos anos ele voltou a remar com frequência e torcemos para que ele lance um model com sua assinatura junto ao catálogo de pranchas de SUP, short e long board de sua marca.

IMPORTADORAS

No momento nenhuma prancha “gringa” está disponível comercialmente no Brasil. A única maneira de ter prancha estrangeira é viajando para fora e trazendo como mala extra. Essa realidade, em partes, acontece pelos excessivos custos de impostos de importação e também por não existirem mais empresas distribuidoras dispostas a arriscar no mercado nacional.

Ao mesmo tempo, as marcas brasileiras têm oportunidades de atingirem toda a América do Sul, expandindo seus negócios, pois os países emergentes de nosso continente sofrem muito para conseguir acesso a pranchas de prone paddleboard.

MERCADO DE SEGUNDA MÃO

Como a quantidade de vendas de pranchas aumentou, é evidente que o mercado de pranchas usadas também progrediu. Em diversas contas de Whatsapp, Facebook, Instagram, Google é possível achar pranchas usadas e em bom estado. Assim, só não rema de paddlabord quem não quer.

Boas remadas

Aloha

Patrick Winkler

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