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Quem pratica esporte naútico, ou outro tipo de atividade, tem dois compromissos indispensáveis: chegar no horário para não prejudicar a equipe e votar. Ficou surpreso ao ler o segundo compromisso? Mas é isso mesmo, o voto é a nossa ferramenta para fazer com que as verbas públicas sejam utilizadas a favor de causas sociais e de interesse público. Há vários exemplos pelo Brasil e muitos deles voltados para a canoa polinésia.
É o caso das remadoras da equipe Canomama, em Brasília, sobreviventes do câncer. O projeto tem apoio institucional da senadora Leila do Vôlei (PDT/DF), que é madrinha da iniciativa. A senadora promove vários debates e reuniões públicas sobre saúde e inclusão social por meio do esporte. Leila não foi reeleita no último domingo.
Em Porto Alegre, as remadoras da equipe Awa’pé, também sobreviventes do câncer de mama, têm apoio institucional de uma vereadora da cidade, Tanise Sabino, do MDB, que é madrinha das remadoras. As remadoras contam ainda com o apoio carinhoso da professora Talise Tiecher, que é esposa do vice-governador do estado.
No Senado Federal foi aprovada em maio de 2025 a criação da Frente Parlamentar da Economia do Mar – Setor Náutico. O projeto de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC) tem como objetivos principais defender o desenvolvimento do setor náutico brasileiro, acompanhar proposições legislativas relacionadas ao tema e propor medidas de apoio e desenvolvimento do turismo e do esporte náutico. O senador não se reelegeu.
A Comissão de Esporte e Lazer da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Alerj, promoveu uma série de audiências públicas no ano passado e também neste, com o objetivo de discutir projetos de inclusão social por meio de esportes aquáticos.
Em Porto Alegre, a Câmara de Vereadores criou a Frente Parlamentar de Desenvolvimento dos Esportes Náuticos, proposta do vereador Moisés Barboza, do PSDB.
Também há projetos de lei para garantir a inclusão social por meio da prática do esporte, do esporte adaptado para pessoas com deficiência e para pessoas neurodivergentes, nos estados Maranhão, Pernambuco, Roraima e Amazonas.
As leis que definem as regras do esporte são resultado do trabalho daqueles que nós elegemos. A mais abrangente delas é a Lei nº 14.597/2023, que é o marco legal brasileiro que unifica, atualiza e organiza as normas sobre a prática esportiva no país. Os principais pontos da lei são:
Mesmo que muitos autores de políticas públicas tão importantes para o nosso setor não tenham sido eleitos neste pleito, o nosso papel cívico não se encerra nas urnas. É fundamental que cada um de nós acompanhe e cobre ativamente o trabalho dos deputados e senadores em quem votamos, exigindo que assumam e deem continuidade a esses projetos. Os esportes náuticos, seus atletas e as iniciativas sociais que dependem das águas precisam, mais do que nunca, de apoio e incentivo contínuos para sobreviverem e continuarem transformando vidas.