
Tipos de série na natação – Parte 2
Nosso colunista, Samir Barel, dá continuidade aos esclarecimentos mais comuns sobre as prescrições ... leia mais

Fala, moçada! Hoje vamos falar sobre uma zona de treino que muitos não gostam, mas que é fundamental para o desenvolvimento e a evolução do nado: o A3 e o anaeróbico.
Estamos falando de zonas de cansaço extremo, ou seja, de um exercício de alta intensidade, em que geralmente se exige 80% a 90% da frequência cardíaca máxima, gerando grande dificuldade respiratória e aquela sensação de “queimação”, que nada mais é do que a rigidez muscular causada pelo acúmulo de lactato no organismo.
Treinar nessa zona ajuda o corpo a remover esse lactato, consequentemente retardando a fadiga muscular. Ao exigir um alto volume de trabalho do sistema cardiovascular, o organismo melhora a capacidade de produzir energia rapidamente, aumentando a tolerância ao esforço de alta intensidade. Com isso, o corpo ganha força e resistência muscular, permitindo ao atleta manter velocidades mais altas por mais tempo.
Ou seja, nesse limiar de percepção de esforço, ocorrem duas situações: sabemos que existe um patamar em que o oxigênio dá conta da recuperação e outro nível em que isso já não é mais possível, pois ultrapassamos o nosso limite. Sabendo disso, ao oferecer um estímulo de alta intensidade, você está preparando o corpo para funcionar em condições de baixa oxigenação.
Certamente, os treinos e as séries nesse patamar requerem intervalos maiores para recuperação. Mas lembre-se de que, à medida que o esforço permanece consistente, seu desempenho aumenta.
Portanto, quando estiver praticando um exercício de alta intensidade, você até pode sofrer com a falta de ar, mas provavelmente vai ganhar alguns segundos em cada repetição.
Espero que essa dica tenha sido útil e a implicância com as séries de AN e A3 nas planilhas diminua gradativamente (risos).
Bons treinos e até!