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Fortaleza, no Ceará, recebe nos dias 20 e 21 de setembro a Copa do Mundo de Canoagem Oceânica, na primeira passagem do circuito mundial pela América Latina. As provas integram a 8ª edição do MolokaBRA, um dos maiores festivais de esportes de vento e águas abertas das Américas.
Até o momento, mais de 50 atletas de seis países estão confirmados para a disputa em Fortaleza: Brasil (44), Argentina (3), Estados Unidos (3), África do Sul (1), Marrocos (1) e Guiana Francesa (1). O cadastramento segue em andamento e novos nomes ainda podem se somar à lista até o final de semana.
A disputa será no formato downwind, com embarcações do tipo surfski percorrendo cerca de 30 quilômetros ao longo do litoral cearense. A largada acontece na Praia do Náutico, na Base de Canoagem Vibe Va’a, e a chegada será na Meka Beach Club, na Praia de Cumbuco.
Entre os brasileiros, estão nomes como Alexandre Ferreira e Wagner Pecoraro, do Rio de Janeiro; José Marcos, Carlos Campos e Fabio Demarchi, de Santa Catarina e Roberto Maheler, do Paraná. No feminino, a delegação brasileira conta com Ariela Pinto, Mari Mariel e Bruna Liborio, todas de São Paulo.
Para o sergipano Washington Igor Cruz, de Aracaju, que pratica canoagem oceânica de expedição há quase 20 anos e compete em surfski há uma década, receber uma etapa da Copa do Mundo no Brasil é motivo de orgulho para toda a comunidade da modalidade. “O MolokaBRA já desejava essa etapa há muito tempo. Fomos crescendo até ter esse reconhecimento da ICF, e muitos remadores do mundo começaram a conhecer o MolokaBRA. Eu acho que era inevitável vir uma Copa do Mundo para cá, e quem sabe, no futuro, até um Mundial”, destaca o atleta.
A competição também reúne atletas internacionais como o sul-africano Mark Kelling, ex-campeão mundial de Ocean Race júnior; o norte-americano Nick Murray; o marroquino A. Jabbour; e os argentinos Maurício e Rodrigo Caffa, referências da canoagem maratona.
Para o vice-presidente da CBCa, Rubens Pompeu, a expectativa é de uma competição de alto nível técnico e de grande importância para a modalidade no país. “A expectativa é muito positiva para a canoagem brasileira. É uma oportunidade ímpar de apresentar à elite da canoagem oceânica mundial uma das melhores raias do mundo para o downwind em surfski, com ventos constantes, águas mornas e transparentes, costeando o belo litoral cearense”, destaca Pompeu.
Segundo ele, a realização da etapa em Fortaleza contribui para o crescimento da canoagem oceânica brasileira e para sua consolidação no cenário mundial. “O nível técnico está bem elevado”, completa Pompeu, destacando que remadores oriundos da canoagem velocidade têm se destacado na modalidade oceânica e hoje figuram entre os principais nomes da disputa pelo título geral da Copa do Mundo.
Para o supervisor da Canoagem Oceânica da CBCa, Dennis Simões, o sucesso do evento é essencial para consolidar a etapa no calendário oficial da Paddle Worldwide. “É muito importante o sucesso desse evento para a gente consolidar essa etapa de Copa do Mundo no calendário oficial da ICF. Já temos uma proposta para estar realizando o evento novamente em 2027, então o sucesso do evento é fundamental para a sequência da evolução internacional do Brasil na modalidade canoagem oceânica”, destaca Simões.
De 22 a 26 de setembro, o evento prossegue com as demais categorias do MolokaBRA, como Stand Up Paddle, SUP Foil e Paddleboard.
A etapa cearense é a terceira de quatro etapas da Copa do Mundo previstas para 2026. A temporada internacional começou na Madeira, Portugal, no início de maio, passou pelo Taiti entre o fim de julho e o início de agosto e chega agora a Fortaleza. A última etapa será disputada em novembro, na Ilha da Reunião (França).
Após a etapa brasileira, os principais nomes da elite mundial seguem para a Europa para o Campeonato Mundial de Canoagem Oceânica, marcado para outubro, em La Vila Joiosa, na Espanha. Em prova única, o Mundial definirá os campeões da temporada.
Fonte: CBCa