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Desde 2016, com uma nova onda de popularização da canoagem polinésia em SC, um grupo de remadores e gestores de clubes de Florianópolis e Porto Belo, sentindo a necessidade de organização do esporte em SC, juntaram forças para estruturar uma Federação de Va’a no estado.
Dessa forma, após mais de 10 anos sem uma federação de va’a, Santa Catarina volta a ter um circuito catarinense com o Mana’o Va’a Floripa 2026, que acontecerá neste final de semana (25 e 26) na Praia de Jurerê Internacional. O evento é organizado pela 2coeli, flowpaddles e personal canoe dos remadores Marcelo Medina, Rodrigo Guga e Fernando Neves e conta com a chancela da recém-formada Federação de Va’a de Santa Catarina, a FEVAASC.
A 1ª Etapa do Catarinense será disputada em canoas OC6 nas categorias Pro e Amador em percursos de 16km e 8km, com largada na Praia de Jurerê Internacional em frente ao AMMO Beach Club.

Após um longo processo de diálogo e intensa troca de ideias para definir o formato ideal de gestão estadual, a federação foi finalmente fundada em meados de 2025 contando com Alexey Bevilacqua, do Kanaloa Va’a, como presidente, André Leopoldino, do Tribuzana Va’a, como vice-presidente e Sandra Barp, do Pa’ahana, como diretora administrativo-financeiro. Como conselho fiscal foram eleitos Antonio Gonzaga do Kanaloa Va’a, Augusto do Quebramar Hoe Club e Marina Coelho do Tribuzana Va’a.
Em 2026, com a criação de um regulamento próprio, a FEVAASC dá início ao seu calendário de competições, contando com duas etapas de OC6 e até o momento uma etapa de V1, V1R, V2R e V3. Após a primeira etapa de OC6, que ocorre neste final de semana, com o Mana’o Va’a Floripa, a segunda etapa está prevista para os dias 31 de outubro e 1 e 2 de novembro, com o VIVA’A em Porto Belo. Já a etapa de V1, V1R, V2R e V3 está confirmada para os dias 22 e 23 de agosto com o VIVA’A Festival em Bombinhas.
Hoje a Federação de Va’a de Santa Catarina já conta com 20 clubes filiados:

O que muitos remadores não sabem é que Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro a ter uma federação de va’a, organizando diversas competições nacionais importantes em sua gestão, conforme nos conta Alexey Bevilacqua.

“O que poucos sabem no Va’a Brasileiro de hoje é que no início nossa Canoa não caminhava junto! Os primeiros anos do Va’a no Brasil foram turbulentos segundo duas correntes que por algum tempo foram contrárias: Rio e Santos.
O ponto alto da crise ocorreu em dezembro de 2003, durante a Terceira Etapa do Circuito Nacional, organizado pelo Fábio Paiva, na exata data da já consolidada Rio Va’a. Este evento em Ilhabela marcaria ainda a fundação da ABRACHA, Associação Brasileira de Canoas Havaianas, o que ocorreu através de outro infortúnio.
Enfim, o que este momento de crise deixou claro foi a necessidade de unificarmos nossa prática e foi o que conseguimos em fevereiro de 2004 ao longo do LEGENDS em Maresias. Pela primeira vez conseguimos reunir as lideranças do Rio, Santos, Bertioga, Florianópolis e Brasília para a realização de um Brasileiro unificado a partir de 2004 com uma etapa em cada região.

Com a primeira etapa a ser realizada em Floripa, achamos por bem, fundar a Federação Catarinense de Canoagem Havaiana (FCWA’A) como meio de captação de recursos e apoio público para a realização da mesma. Após muitas rodadas de reuniões com Advogados e Juristas do Esporte, conseguimos em maio de 2004 fundar a primeira Federação de Va’a do Brasil. Na gestão naquela época encontravam-se Alexey Bevilacqua e Patrícia Feldman (Presidente e Vice), Marcelo Lima (Diretor Administrativo), Magno Matoso (Diretor Técnico) e Rinaldo Feldman (Diretor de Marketing e Eventos).
Nossa ideia para a época era a de que tal iniciativa fosse replicada em São Paulo, Rio e Brasília para que então fundássemos a Confederação de Va’a, mas o curso da história mostrou-se outro.

Ao longo dos anos em que a FCWA’A manteve-se ativa (2004 a 2013), ela pode homologar quatro etapas de Brasileiro em Floripa, 2004 e 2005, Sprints segundo os moldes da IVF, inclusive com a inclusão das primeiras participações de OC1s e OC2s em provas oficiais. Em 2006 e 2010 homologou outras duas etapas de Brasileiro em Floripa segundo novo modelo, o Triângulo de Fogo e em 2010, ainda, realizou um Projeto Social com jovens em situação de vulnerabilidade junto ao Clube de Regatas Riachuelo, no centro de Florianópolis.
Encerrada em 2013, contava para a época com Títulos de Utilidade Pública Municipal, Estadual e estava apta ao nacional.”
Agora essa história ganha um novo capítulo a partir deste final de semana, com a realização do Mana’o Va’a Floripa 2026.