
Pace nas ultras: uma estratégia crucial para o desempenho
Estratégia adotada em prpvas de longa distância, o pace pode ajudar diretamente o atleta a recuperar o ... leia mais

Fala, moçada. A temporada já está chegando na metade e depois de uma boa rodada de treinos e provas, uma sensação que pode ocorrer para alguns atletas é de que falta algo para nadar mais rápido. Você aumenta a força da braçada, acelera a pernada, sai da piscina exausto, mas o cronômetro não mostra a melhora esperada.
O erro mais comum é acelerar e esquecer os fundamentos. Na natação, velocidade não é resultado apenas de potência. Ela é consequência da combinação entre força, técnica e hidrodinâmica.
Quando tentamos nadar mais rápido, nossa tendência natural é aumentar a frequência das braçadas e das pernadas. O problema é que, muitas vezes, essa aceleração acontece antes que a base dos movimentos esteja consolidada.
Ou seja, sem uma técnica adequada, grande parte da energia produzida pelo corpo é desperdiçada em movimentos que aumentam o arrasto e reduzem a propulsão. O resultado é um movimento mais rápido, porém menos eficiente.
Assim, antes de pensar em aumentar a potência ou força, é necessário olhar para o conjunto. Entre os erros mais frequentes na parte técnica estão a cabeça fora da posição ideal e quadris afundando. Lembre-se que quanto mais alinhado estiver o corpo, menos energia será necessária para manter determinada velocidade.
Inclusive, uma respiração mal executada também pode interferir no alinhamento do corpo e gera perda de velocidade. A respiração não deve interromper a mecânica da braçada.
Nadar rápido também não significa empurrar a água para trás com força bruta. É preciso criar um bom apoio com mãos e antebraços para que a força seja aplicada na direção correta. Muitos atletas possuem força suficiente, mas não conseguem “agarrar” a água corretamente.
Por isso, nadadores experientes frequentemente parecem estar fazendo menos esforço do que iniciantes, mesmo nadando muito mais rápido. Eles aprenderam a transformar cada movimento em propulsão.
Além disso, braçada, pernada e respiração precisam trabalhar em conjunto. Quando um desses elementos está fora de sincronia, o rendimento cai rapidamente.
Quando estiver nadando, faça uma pergunta simples: “Minha técnica está acompanhando minha intensidade?” Se a resposta for não, vale mais a pena reduzir um pouco o ritmo e preservar a qualidade dos movimentos. Com o tempo, a velocidade virá como consequência.
Portanto, se você sente que está fazendo muita força e continua sem ganhar velocidade, provavelmente o caminho não é aumentar ainda mais a intensidade.
Espero que isso possa ajudar vocês a melhorarem seus treinos e técnica. Nos vemos em breve com mais dicas!