Pesquisa inédita mapeia o treinamento na canoagem polinésia

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pesquisa científica va'a
A ciência a favor da Va’a: Fabiano realiza coleta de dados e avaliações biomecânicas com remadores no laboratório da UFSC. Foto: Arquivo pessoal

A canoagem polinésia cresce a passos largos no Brasil e no mundo. Com o aumento do número de praticantes e a elevação do nível técnico das competições, uma figura se torna cada vez mais central: o treinador. Mas quem são os profissionais que estão moldando os atletas de Va’a hoje?

Para responder a essa pergunta e ajudar a desenvolver o esporte, um novo estudo internacional está convocando treinadores de todos os níveis para compartilharem suas experiências.

A pesquisa é liderada por Filipe Estácio Costa, um nome que muitos já conhecem das raias do Sul do Brasil. Natural de Florianópolis (SC), de 31 anos, Filipe rema desde 2020 e acumula participações em provas de peso como o Molokabra, o Brasileiro de Sprint e diversas competições na Austrália, onde reside e estuda atualmente.

Além de remador, Filipe é um pesquisador acadêmico do esporte. Profissional de Educação Física com passagens pela Michigan State University e ele está na reta final do seu doutorado “sanduíche” em Biodinâmica do Desempenho Humano pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e The University of Queensland. Seus estudos anteriores já renderam publicações em revistas científicas de ponta, focando sempre nos determinantes fisiológicos e de desempenho dos atletas de Va’a.

Após anos gerando dados para entender o corpo do remador, Filipe decidiu virar a lente para quem prescreve o treino. O novo projeto, intitulado “Práticas e perspectivas de treinadores de canoagem polinésia sobre treinamento de força e condicionamento”, quer entender como a preparação física é feita dentro e fora da água.

A expressão “força e condicionamento” é ampla e envolve desde a musculação até a mobilidade e os testes físicos. O objetivo é documentar o que os treinadores entendem sobre o assunto e como aplicam isso no dia a dia dos clubes.

Filipe esclarece que sua pesquisa é voltada para todos que atuam como treinadores ou instrutores de Va’a, independentemente da formação acadêmica.

Sabemos que a canoagem, assim como as artes marciais, vive em uma “zona cinzenta”. Muitos dos excelentes técnicos que temos hoje são advogados, engenheiros ou administradores que se apaixonaram pelo esporte e hoje repassam seu conhecimento. Por essa razão, o pesquisador faz questão de frisar os seguintes aspectos:

  • O estudo não busca criar limitações ou excluir quem não é formado na área da educação física.
  • A meta é entender o cenário real e atual.
  • Documentando essa realidade será possível criar, no futuro, diretrizes que tornem a prática cada vez mais segura e eficiente para os alunos.

Como participar e fortalecer a va’a

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Filipe Costa ao lado do pôster de sua pesquisa sobre assimetrias e diferenças de gênero em atletas de canoa polinésia. Foto:

A ciência só avança com a colaboração da comunidade. Filipe elaborou um questionário rápido, que leva cerca de 15 minutos para ser respondido. As respostas são totalmente confidenciais e os dados serão anonimizados.

Se você dá treinos de canoa polinésia, sua voz é fundamental para o crescimento da modalidade. Acesse o link abaixo e faça parte deste marco para a Va’a:

Responda ao questionário em Português: Clique aqui para acessar o formulário (Também disponível em Inglês e Espanhol).

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