As inscrições para o Bolsa Atleta Federal 2026 estão abertas e seguem até 6 de fevereiro. Foto: Reprodução
O Ministério do Esporte publicou no início deste ano o edital do Programa Bolsa Atleta, que regulamenta a concessão do benefício para o próximo ciclo. As inscrições estão abertas desde o dia 19 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro de 2026, com previsão de publicação da primeira lista de atletas contemplados entre 23 e 27 de março. O cronograma também prevê prazo para complementação de documentos, interposição de recursos e divulgação da lista final até o fim de abril.
Com a integração da modalidade OC1 na CBCA, as chances de conseguir o bolsa atleta aumentam. Para competir nas provas da CBCA é necessário que o Clube e o remador sejam filiados. Alguns clubes mantiveram o cadastro atualizado na CBCA pois as provas da Paracanoagem foram mantidas na CBCA mesmo depois da criação da CBVAA.
A criação de categorias de alto rendimento, como a Categoria Pro, nas provas da FEVAARJ abrem novas possibilidades para o remador individual que sonha com o apoio do Bolsa Atleta, principalmente para quem deseja tentar o Bolsa Atleta do Governo do Rio de Janeiro ou de Prefeituras.
O que é Bolsa-Atleta?
O Bolsa Atleta é um programa de patrocínio individual do poder público, destinado a atletas e paratletas de alto rendimento em todas as fases da carreira, da base à elite esportiva. A iniciativa ocorre nas três esferas governamentais — federal, estadual e municipal —, sendo a versão federal a mais abrangente em recursos e alcance. Gerido pelo Ministério do Esporte, o Bolsa Atleta Federal tem a CAIXA como agente operador e pagador, com recursos provenientes integralmente do orçamento da União.
A quem se destina o Bolsa-Atleta Federal
Destina-se aos atletas de rendimento das modalidades Olímpicas e Paraolímpicas reconhecidas respectivamente pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), bem como aos atletas de rendimento das modalidades esportivas vinculadas ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e ao Comitê Paraolímpico Internacional (CPI).
Também são consideradas as modalidades não-olímpicas e não-paralímpicas para os atletas de reconhecido destaque, nas categorias estudantil, nacional ou internacional.
Qual o valor do Bolsa Atleta?
O valor da Bolsa Atleta varia de R$ 410,00 até R$ 16.629,00, conforme categoria do atleta.
Atleta Estudantil: R$ 410,00/mês.
Atleta de Base: R$ 410,00/mês.
Atleta Nacional: R$ 1.025,00/mês.
Atleta Internacional: R$ 2.051,00/mês.
Atleta Olímpico e Paralímpico: R$ 3.437,00/mês.
Atleta Pódio: até R$ 16.629,00/mês.
O pagamento é realizado pelo período de 12 meses, podendo ser renovado a critério do Ministério dos Esportes.
1. Entenda as Categorias do Bolsa Atleta
O programa tem vários níveis. Você deve se enquadrar em pelo menos um.
Bolsa Atleta de Base: Para atletas de 14 a 17 anos. Requer classificação em 1º, 2º ou 3º lugar em competições nacionais oficiais no ano anterior.
Bolsa Atleta Estadual: Para atletas com resultados expressivos a nível estadual ou regional. As vagas e critérios são definidos por cada estado. É uma porta de entrada importante.
Bolsa Atleta Nacional: O alvo principal. Para atletas com resultados a nível nacional. O requisito mínimo costuma ser o 1º ao 5º lugar no Campeonato Brasileiro no ano anterior.
Bolsa Atleta Internacional: Para atletas que representaram o Brasil em competições internacionais oficiais (Sul-Americanos, Pan-Americanos, Mundiais) no ano anterior.
Bolsa Atleta Olímpico/Paralímpico: Para atletas com classificação para os Jogos Olímpicos/Paralímpicos ou em etapas seletivas diretas.
2. O Inicio
Filie-se a um Clube/Associação Federado na CBVAA / CBCa: Você deve estar vinculado a um clube ou associação filiado.
Competições Oficiais: A validade dos resultados para o Bolsa Atleta Nacional é restrita a competições chanceladas por confederações reconhecidas pelo Ministério do Esporte. Já os programas Bolsa Atleta Estadual e Municipal possuem critérios mais flexíveis, permitindo, em alguns casos, a inclusão de resultados obtidos em competições não oficiais, desde que estas tenham reconhecido prestígio no cenário esportivo, como é o caso do Aloha Spirit, por exemplo.
Alcance o Pódio: O requisito mínimo para a Bolsa Nacional costuma ser a colocação entre o 1º e o 5º lugar no Campeonato Brasileiro oficial da sua categoria (Ex.: V1, V6, V12) e classe (Ex.: Master, Sênior, Junior).
Tenha um RGMF Ativo: Registro Geral do Ministério do Esporte é obrigatório. Seu clube ou federação estadual de canoagem pode ajudar a emitir.
Documentação em Dia: CPF, RG, comprovantes, conta bancária.
Abra uma conta na Caixa: A bolsa do Min dos Esportes é creditada em conta CAIXA individual. Caso o atleta não possua conta CAIXA deve comparecer a uma agência do banco para realizar abertura mediante apresentação de documentos pessoais.
3. O Processo de Inscrição
As inscrições são anuais, geralmente no primeiro trimestre do ano (fevereiro/março), para resultados do ano anterior.
Fique de Olho no Edital: O Ministério do Esporte publicou o edital de 2026 no dia 15 de janeiro. Clique aqui e acesse o Edital 2026.
Inscrição Online: Todo o processo é feito pelo Sistema Bolsa Atleta no site do Ministério. Você precisará:
Preencher o formulário com seus dados.
Comprovar seus resultados: anexar cópias de diplomas, atas de competição ou o link oficial com os resultados. (Ex.: link da página da com a tabela da sua prova).
Declarar vínculo com seu clube.
Informar seu número RGMF.
Validação em Etapas: Sua inscrição será analisada e validada sequencialmente pelo seu clube, pela Federação Estadual e pela Confederação antes de chegar ao Ministério. Mantenha um bom relacionamento com a administração do seu clube para agilizar essa parte.
Caminho Resumido:
Reme por um clube filiado à Confederação Brasileira.
Treine para competir no Campeonato Brasileiro de Velocidade ou Mundial.
Conquiste uma colocação entre o 1º e 5º lugar na prova nacional da sua categoria.
Garanta seu RGMF.
Acompanhe os editais no site do Ministério do Esporte e Secretarias do esporte da sua cidade e estado
Inscreva-se no sistema, selecionando Canoagem/Va’a e anexando os comprovantes dos resultados.
Acompanhe a validação, que passará obrigatoriamente pelas Federações e Confederações.
Provas Coletivas (V6, V12) são uma chance para obter a bolsa. Integrar uma equipe competitiva e unida é, um dos caminhos a ser seguido para um resultado de destaque nacional. A medalha do time vale para todos os remadores, mas a solicitação da bolsa é sempre individual.
Network na Comunidade da Canoagem e Va’a: Converse com os atletas e treinadores veteranos que já conseguiram a bolsa. Eles sabem exatamente quais provas “contam pontos” e os detalhes do processo.
Acompanhe as notícias publicadas em sites especializados, como o Aloha Spirit Midia, além de circulares veiculadas nos sites e redes sociais das Federações e confederações.
Bolsa Estadual como Alternativa: Investigue se seu estado tem um programa próprio de bolsa atleta. Muitas vezes, os critérios são um pouco menos rigorosos que o nacional e podem ser uma excelente fonte de apoio inicial.
Procure entrar em algum Programa de Treinamento de Atletas de Alto Rendimento: A CBCa costuma ter um grupo de treinamento focado em competições internacionais. Os atletas desse grupo quase sempre são bolsistas, mas requer ficar morando no campo de treinamento deles em Curitiba.
Faça parte de seletivas e de Provas internacionais. O resultado em competição é o fator decisivo. Sua carreira deve ser planejada em função disso, mas ser convocado para alguma seleção de Elite tambem pode ser usado para solicitar a bolsa.
Documente Tudo: Guarde diplomas, atas de resultados e links oficiais de todas as suas competições. Uma pasta digital organizada com esses comprovantes será crucial.
5. O que fazer se a Bolsa for negada?
Recursos: O edital prevê prazos para interpor recursos. Se achar que seu resultado foi avaliado erroneamente, apresente a documentação comprobatória de forma clara.
Planejamento para o Próximo Ano: Use a negativa como motivação. Trace um plano de treinos e competições com seu treinador focando no pódio do próximo Brasileiro.
Conclusão:
Conseguir a bolsa é um processo estratégico que começa muito antes da abertura das inscrições.
A inclusão da OC1 na CBCa é um marco histórico pois é mais uma opção de participar de competições oficiais com regras padronizadas, resultados homologados e, válidos para o Bolsa Atleta Federal. Nem todo remador tem, a todo momento, acesso a uma equipe de elite treinada e alinhada. A categorias V1 e o OC1 colocam o destino do atleta literalmente em suas próprias mãos. A busca pela excelência e pelo resultado passa a ser um projeto pessoal que pode ser desenvolvido com maior autonomia.
O cenário está favorável, a rota está mapeada. Agora, é buscar os documentos necessários, preencher os formulários e se conectar com pessoas chaves.
Bons treinos, boa sorte nas competições e que o espírito da nossa Ohana guie seu caminho até sua conquista do Bolsa Atleta.
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