
Onda mental: A diferença entre cérebro e mente
Com o tempo, todo atleta deve se perguntar: onde termina o cérebro e começa a mente? Uma pergunta que é ... leia mais

Olá, amigos do Aloha! Hoje temos um assunto muito importante para tratar, principalmente no que diz respeito ao envelhecimento saudável. Falar sobre atividade física quase sempre está associado à saúde do coração, ao controle do peso ou ao fortalecimento dos músculos. Todavia, exercitar-se também é uma forma de cuidar do cérebro.
Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, e quase 10 milhões de novos casos surgem a cada ano. O Alzheimer responde por aproximadamente 60% a 70% deles. Diante de uma doença que afeta a memória, o raciocínio, o comportamento e, progressivamente, a autonomia do indivíduo em praticamente todas as suas atividades diárias, precisamos falar mais sobre prevenção e a importância da atividade física nesse contexto.
Ao melhorar a capacidade cardiovascular, o controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, o exercício físico também reduz o risco de declínio cognitivo. Estimular o corpo também pode ajudar a preservar funções do cérebro.
Diante de uma doença progressiva, preservar capacidades pelo maior tempo possível já representa um ganho enorme. Conseguir caminhar, realizar tarefas cotidianas, manter equilíbrio, força, coordenação e maior independência tem impacto não apenas para o paciente, mas também para familiares e cuidadores.
E não é necessário transformar essa prática em algo complexo. Caminhadas, musculação, dança, exercícios de equilíbrio e outras atividades podem fazer parte da rotina. O mais importante é que sejam adequadas à condição física, à mobilidade e ao estágio da doença, preferencialmente com orientação profissional.
A OMS recomenda, de maneira geral, entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada para adultos, além de exercícios de fortalecimento muscular. Mas, especialmente entre idosos e pessoas com limitações, qualquer movimento conta e a evolução deve ser gradual.
Para quem já convive com Alzheimer ou outra demência, manter-se fisicamente ativo pode contribuir para a preservação da capacidade funcional, da autonomia e da qualidade de vida.
Assim, a atividade física não deve ser vista apenas como uma ferramenta para viver mais. Ela é também uma estratégia para tentar viver melhor, com mais independência, funcionalidade e saúde cognitiva.
Espero que esse conteúdo possa ajudar você, sua família e amigos a buscarem um olhar diferente para o futuro, especialmente quem tem por perto alguém importante que exige um olhar mais atento.