Paddleboard como aliado no treinamento para esportes a remo

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Conhecimento teórico e prático: nosso colunista, Paulo Vasco, sabe bem que o paddleboard é uma excelente ferramenta de treinamento complementar. @lucianopinhoroots

Os esportes a remo, como surfski, va’a, remo olímpico, kitesurf e surf, exigem resistência física, força, mobilidade articular, coordenação e conhecimento oceanográfico. Para desenvolver essas capacidades de forma integrada e segura, o paddleboard (remada pronada ou ajoelhado em uma prancha) tem se mostrado como uma excelente ferramenta de treinamento complementar.

Além de ser uma prática acessível e prazerosa, o paddleboard permite trabalhar o corpo de forma global, respeitando as características do ambiente aquático e contribuindo diretamente para uma melhor leitura de maré, potencializando o desempenho esportivo.

Por que o paddleboard ajuda quem pratica esportes a remo?

Ao remar em uma prancha de paddleboard, o praticante precisa manter o equilíbrio enquanto realiza movimentos repetitivos de propulsão. Isso gera benefícios importantes:

  • Melhora da resistência física, essencial para esportes de longa duração
  • Fortalecimento do tronco (core), responsável pela estabilidade e proteção da coluna (BEHM, D. G., et al. 2010)
  • Desenvolvimento da força de braços e ombros, usada diretamente na remada (fundamental para esportes a remo).
  • Aprimoramento do equilíbrio e da coordenação, fundamentais no ambiente náutico.
  • Aumento da capacidade cardiorrespiratória, contribuindo para melhor condicionamento geral

Por ser uma atividade de baixo impacto, o paddleboard também ajuda a reduzir o risco de lesões, sendo uma ótima opção para complementar o treinamento tradicional (McGill, Stuart, 2025).

Paddleboard e consciência corporal

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Pedro Lima utiliza o paddleboard como treinamento complementar para o surfe. Foto: @peuzzinx

Diferente de atividades realizadas em solo, o paddleboard exige atenção constante à postura e ao movimento. Isso favorece a consciência corporal, ajudando o praticante a remar com mais eficiência e menor gasto de energia, algo essencial para quem busca rendimento esportivo.

Treinos que podem ser feitos no paddleboard para complementar outros esportes

Mesmo para iniciantes, o paddleboard permite diferentes tipos de treino:

  • Treinos contínuos: remadas em ritmo confortável por km ou tempo, melhorando o fôlego.
  • Treinos intervalados: alternância entre momentos mais fortes e mais leves, aumentando a resistência.
  • Treinos em ambientes naturais: contato com vento, pequenas ondas e correntes, melhorando adaptação ao meio náutico.

Esses treinos podem ser ajustados de acordo com a idade, nível de condicionamento, limitações físicas e objetivos de cada praticante.

A importância do ambiente aquático

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O contato com o ambiente natural contribui não só para o desempenho esportivo, mas também para o bem-estar físico e mental. Na foto, o surfista Gabriel Rocha. Foto: @enzo360_photos

O paddleboard permite uma vivência direta com rios, lagos e mar. O contato com o ambiente natural contribui não só para o desempenho esportivo, mas também para o bem-estar físico e mental. Além disso, aprender a respeitar fatores como vento, correnteza e maré aumenta a segurança e a autonomia do praticante.

Como incluir o paddleboard no treinamento

Para atletas e praticantes de esportes a remo, o paddleboard pode ser utilizado:

  • Como treino complementar, 1 a 2 vezes por semana
  • Em dias de recuperação ativa, com intensidade leve
  • Como forma de variação de treino, evitando monotonia e sobrecarga

Sempre com orientação PROFISSIONAL, garantindo segurança e adequação ao nível de cada pessoa.

Incluir o Paddleboard no planejamento de treinos é investir em desempenho, saúde e longevidade esportiva

O paddleboard é uma prática completa, acessível e altamente eficaz para quem deseja melhorar o desempenho nos esportes a remo. Ao unir resistência, força, equilíbrio e contato com o mar, ele se torna um importante aliado tanto para atletas quanto para praticantes recreacionais.

Referências científicas

Behm, D. G., et al. (2010). The use of instability to train the core musculature. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism.

McGill, Stuart. Low back disorders: evidence-based prevention and rehabilitation. Human kinetics, 2025.

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