
2ª parte do ‘Em Debate’ sobre o mercado do va’a vai ao ar nesta quarta
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Líderes comunitários de Samoa e ambientalistas realizaram um protesto durante a assembleia geral anual da Coca-Cola Europacific Partners (CCEP), em Londres. O grupo exige que a maior engarrafadora da marca reduza drasticamente o uso de plásticos descartáveis e retome os sistemas de embalagens retornáveis nas Ilhas do Pacífico.
O estopim para a manifestação foi uma mudança nas operações da empresa em 2021. Naquele ano, a Coca-Cola deixou de engarrafar seus produtos em recipientes de vidro retornáveis em Samoa, passando a importar grandes quantidades de garrafas plásticas de uso único de Fiji e da Nova Zelândia.
Como Samoa possui capacidade limitada de reciclagem, a mudança gerou um impacto ambiental devastador. Estima-se que a importação de garrafas plásticas tenha dobrado, resultando em descarte ilegal, incineração a céu aberto e poluição das praias. Atualmente, os produtos da marca representam cerca de um terço de todo o lixo de garrafas de bebidas no país.
A manifestação em Londres foi marcada por forte simbolismo cultural. Membros da London School of Hula and ‘Ori apresentaram cantos e danças tradicionais samoanas para destacar a profunda conexão das comunidades do Pacífico com o oceano.
Durante o ato, os ativistas entregaram uma “mensagem na garrafa” direcionada ao CEO da CCEP, Damian Gammell. O manifesto, colocado dentro de uma garrafa plástica da própria marca recolhida em Samoa, foi assinado por organizações de peso, como a Sociedade de Conservação de Samoa, Oceana, Break Free From Plastic (BFFP) e a Rede de Ação Climática das Ilhas do Pacífico (PICAN).
Os dados apresentados pelos ativistas revelam a gravidade da situação:
“Encorajamos a Coca-Cola a estar do lado certo da história, voltando a usar garrafas retornáveis, como as de vidro, em Samoa. Como uma das marcas globais mais reconhecidas, acreditamos que a empresa pode ser um divisor de águas na luta contra os plásticos, caso escolha priorizar o planeta em vez dos lucros”, declarou James Atherton, da Sociedade de Conservação de Samoa.