
Pacific Crossing Peanut | Da América ao Havaí remando de SUP
Remador espanhol Antonio de la Rosa anuncia que irá fazer uma travessia da América do Norte ao Havaí ... leia mais

A odisseia de Kelsey Pfendler chegou a um fim triunfal no último sábado, no Havaí. A bordo de seu barco a remo de 21 pés, o “Lily”, a estadunidense foi recebida por centenas de pessoas no porto de Honolulu, marcando a conclusão de uma das mais impressionantes demonstrações de resistência humana da história recente.
Partindo de Monterey, na Califórnia, em maio, Pfendler remou por mais de 2.400 milhas (cerca de 3.900 km) de forma totalmente solitária e sem assistência.
O desempenho da atleta de 31 anos superou todas as expectativas. Segundo os registros da Ocean Rowing Society International, organização que valida os feitos de esportes à remo para o Guinness World Records, Pfendler concluiu a travessia em 43 dias 17 horas and 55 minutos.
Com esse tempo impressionante, ela estabeleceu novos marcos no esporte ao superar com folga a marca feminina anterior de 86 dias e quebrar o recorde absoluto masculino, que era de 52 dias. Além disso, Pfendler garantiu seu pioneirismo ao se tornar a primeira e a mais jovem mulher estadunidense a completar a rota de forma totalmente solo.

Durante a expedição, Pfendler compartilhou sua rotina com centenas de milhares de seguidores nas redes sociais. Seus diários em vídeo documentaram a dura realidade da sobrevivência no oceano, desde a produção de água doce e o preparo de alimentos até a luta constante contra ventos fortes e correntes desfavoráveis.
A ex-guia de rafting, que atua profissionalmente em rios desde os 18 anos, não escondeu o desgaste físico. Ela relatou o sofrimento com bolhas severas nas mãos, a dificuldade crônica para dormir e o imenso desafio mental de se manter focada enquanto flutuava sozinha na vastidão do Pacífico.
Em um de seus últimos vídeos antes de avistar a costa de Oahu, Pfendler refletiu sobre o propósito de sua jornada extrema e o impacto que esperava causar em seu público.
“Se qualquer parte disso fez pelo menos uma pessoa se sentir um pouco mais poderosa em sua própria pele, eu não poderia pedir mais nada e estou feliz“, declarou a remadora, emocionada.
Sobre a conquista, ela conclui: “Pense em tentar encontrar a sua própria coisa grande, difícil e assustadora. Você pode achar que não é forte o suficiente para terminar agora, mas com certeza é forte o suficiente para começar.”