
Te Aito 2023 será mais inclusivo e solidário
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O calendário de 2026 do Aloha Spirit Festival chega ao seu momento mais aguardado neste final de semana. Após passar por três etapas ao longo do ano, o circuito desembarca nas águas de Paraty (RJ) para a quarta e última parada da temporada. Mais do que encerrar o ano, o evento será o palco definitivo para conhecermos os grandes campeões do Aloha Spirit Elite (ASE), formato que consolidou um novo patamar para o esporte de alto rendimento no Brasil.
Inaugurado de forma definitiva nesta temporada, o Aloha Spirit Elite nasceu com uma missão clara desenhada pela Ecooutdoor Sports Business: transformar grandes competidores em verdadeiros ídolos nacionais, furando a “bolha” tradicional das modalidades aquáticas.
Parte fundamental do processo de renovação do festival rumo aos seus 20 anos (que serão celebrados em 2028), o ASE mudou a dinâmica das provas. Em vez de largadas massivas com centenas de remadores, a categoria coloca na água apenas a nata do esporte, reunindo cerca de uma dezena dos melhores atletas do país em baterias exclusivas.
A etapa de Paraty carrega o status de nível Grand Slam, ou seja, de peso máximo dentro do circuito. Na prática, isso significa que cada metro remado será crucial, já que a pontuação em jogo é alta.
Nesta etapa decisiva, o grande vencedor faturará 73 pontos, enquanto o 2º colocado somará 72 pontos e o 3º garantirá 71 pontos, seguindo em uma escala decrescente apertada até o 10º colocado, que leva 64 pontos. Com margens tão estreitas na tabela de pontuação da etapa, qualquer erro tático ou troca de posição nos metros finais pode alterar completamente o topo do pódio.
Ao longo do final de semana, as águas de Paraty vão coroar os campeões gerais da temporada 2026, tanto no masculino quanto no feminino, nas quatro grandes frentes da categoria Elite:
Vale destacar um ponto importante na matemática do campeonato: excepcionalmente, as disputas de OC1 e V1 não foram realizadas durante a etapa de Caraguatatuba. Por conta disso, os atletas dessas duas modalidades chegam a Paraty com um descarte natural no calendário, tornando a pontuação de nível Grand Slam deste final de semana ainda mais determinante para a definição do título.
As baterias prometem disputas históricas, reunindo os principais nomes do país em busca da glória máxima da temporada. Veja como está a briga pelo título de 2026:

O regulamento impõe uma dinâmica estratégica: apenas os 2 melhores resultados de cada atleta são somados, com os piores resultados sendo automaticamente descartados. Além disso, a regra de desempate dá peso absoluto à etapa final: em caso de igualdade de pontos no somatório, o desempate favorece quem somou mais pontos (ou obteve melhor colocação real) na última etapa do ano. Confira o panorama detalhado e a matemática do título em todas as categorias da divisão Elite:
Contexto: Como Caraguatatuba não realizou provas da classe Elite, os competidores chegam a Paraty com apenas duas etapas disputadas (Saquarema Grand Slam e Paraty Cup). Quem competir na etapa final descartará o resultado menor (a etapa Cup).
Situação Atual:
Maria Clara Oliveira Mota: É a dona do próprio destino. Se vencer a prova em Paraty, vai a 146 pontos (73 + 73) e garante o título sem depender de ninguém. Se for 2ª colocada (72 pts), alcança 145 pontos e só perde o campeonato se Dayone for a campeã da etapa.
Dayone Rossi: Para ser campeã, Dayone precisa obrigatoriamente chegar à frente de Maria Clara. Se Dayone vencer (73 pts), salta para 144 pontos (71 + 73). Nesse cenário, se Maria Clara for 2ª colocada (72 pts, somando 145), Maria Clara ainda é campeã por um ponto. Portanto, Dayone precisa vencer e torcer para Maria Clara terminar em 3º ou pior (o que deixaria Maria Clara com no máximo 144 pontos, dando o título a Dayone pelo critério de desempate da etapa final).
Yasmim Tavares: Se alinhar na largada e vencer o Grand Slam (73 pts), alcança 123 pontos válidos (50 + 73). Embora seja uma pontuação expressiva para quem disputou apenas duas etapas, não alcança os descartes potenciais de Maria Clara e Dayone se ambas pontuarem no Grand Slam.
Situação Atual:
Robert Almeida: Chega com a vantagem máxima de já ter vencido o primeiro Grand Slam. Se vencer em Paraty, fecha com pontuação perfeita de 146 pontos (73 + 73). Se chegar em 2º lugar (72 pts), chega a 145 pontos e confirma o título mesmo que Lucas Simas vença (já que Lucas iria a 72 + 73 = 145 pts, mas o desempate iria para Lucas). Ou seja: se Lucas Bender vencer, Robert precisa no mínimo da 2ª colocação para empatar em 145 pontos, cenário em que o título iria para Lucas pelo critério da última etapa. Para Robert ser campeão sem sustos: terminar à frente de Lucas Bender.
Lucas Bener: A missão de Lucas é vencer a etapa (73 pts) e torcer para que Robert termine em 3º lugar (71 pts) ou pior. Se Lucas vencer (145 pts) e Robert for 2º (145 pts), Lucas leva o título no critério de desempate por ter vencido a última etapa.
Contexto: Idêntico à OC1, com apenas Saquarema e a Paraty Cup registradas até o momento.
Situação Atual:
Priscila Sanches: Se estiver presente em Paraty e vencer a prova (73 pts), atinge a pontuação máxima possível de 146 pontos (73 + 73), sagrando-se campeã independentemente de qualquer outro resultado.
Adriana Soares: Se Priscila não vencer, o caminho se abre. Caso Adriana vença em Paraty (73 pts), vai a 145 pontos (72 + 73) e garante o troféu. Se Adriana for 2ª (72 pts), vai a 144 pontos; nesse caso, Marta Terra (se vencer, vai a 71 + 73 = 144 pts) venceria no desempate da última etapa.
Mariana Mateus e Marta Terra: Ambas precisam da vitória na etapa e torcer para que Adriana e Priscila fiquem abaixo na classificação.
Situação Atual:
Felipe Rodriguez: Tem situação muito confortável. Se vencer a prova, atinge os inalcançáveis 146 pontos. Se terminar em 2º lugar (72 pts), soma 145 pontos – pontuação que Mirapalheta não alcança (o teto de Ricardo é 71 + 73 = 144 pontos). A única ameaça aos 145 pontos de Felipe seria uma vitória de Fabiano Boechat (que empataria em 72 + 73 = 145 pts e levaria a melhor no desempate da etapa final).
Contexto: Categoria com 3 etapas já disputadas (Saquarema, Paraty Cup e Caraguatatuba). Todos os competidores já possuem descarte aplicado de suas etapas.
Situação Atual (após descartes):
Jessika Matos: Se vencer em Paraty, descarta um dos 72 e vai a 145 pontos (72 + 73), garantindo o título da temporada. Se terminar em 2º lugar (72 pts), mantém seus 144 pontos e abre brecha para Roseli Novloski.
Roseli Novloski: Chega embalada pela vitória em Caraguatatuba. Se vencer em Paraty (73 pts), descarta os 69 de Saquarema e vai a 146 pontos (73 + 73), garantindo o campeonato de forma direta, sem depender da colocação de Jessika.
Rebeka Klotz: Precisa vencer em Paraty (iria a 71 + 73 = 144 pts) e torcer para Jessika terminar em 3º ou pior e Roseli em 2º ou pior.
Mario Cavaco: Está com a mão na taça. Se vencer a prova, vai para 146 pontos (73 + 73) e é campeão incontestável. Se for 2º colocado (72 pts), mantém seus 145 pontos.
Rudah Bosi: Precisa vencer a etapa (73 pts) para saltar para 145 pontos (72 + 73). Se Mario Cavaco for o 2º colocado (somando também 145 pts), Rudah é campeão no critério de desempate pela vitória na última etapa. Para Mario ser campeão sem depender de desempate, basta vencer a prova.
Emerson dos Santos “Juba”: Precisa vencer a prova e depender de uma desistência/desclassificação dos dois primeiros colocados que retire uma de suas pontuações prévias de Grand Slam.
Contexto: Modalidade extremamente dinâmica e técnica, que também conta com três etapas já realizadas e descartes aplicados.
Situação Atual (após descartes):
É uma verdadeira “final direta” entre as três primeiras colocadas.
Rebeka Klotz: Se vencer em Paraty (73 pts), descarta os 71 e atinge 145 pontos (72 + 73), sagrando-se campeã.
Jessika Matos: Se vencer a prova (73 pts), descarta os 69 e vai a 146 pontos (73 + 73), superando o teto de Rebeka e faturando o título.
Roseli Novloski: Precisa da vitória (73 pts) para chegar a 144 pontos (71 + 73) e torcer para que Rebeka chegue em 3º (somando 143) e Jessika em 2º (somando 145 — caso em que Jessika ainda seria campeã). Portanto, para Roseli ser campeã, ela precisa vencer e torcer para Jessika não ser 2ª.
Situação Atual (após descartes):
Final direta (“quem chegar na frente leva”):
Se Rudah vencer (73 pts): descarta um 72 e vai a 145 pontos. Se Mario vencer (73 pts): descarta o 71 e vai a 146 pontos. Como a diferença entre ambos hoje é nula (144 a 144), quem cruzar a linha de chegada à frente do rival em Paraty será o campeão do circuito.
Caso nenhum dos dois vença a etapa, o critério de desempate da última etapa premia diretamente a melhor colocação obtida neste final de semana. Sendo assim, a etapa de Paraty reunirá estratégia de descarte, resistência física e leitura de prova. Cada ultrapassagem valerá literalmente o título da temporada 2026 da categoria ASE – Aloha Spirit Elite. Veja o ranking completo de todas as categorias aqui.