
7 pilares da preparação física para um atleta obter melhores resultados
Ana Carolina Morelli fala sobre os 7 pilares levados em consideração por um treinador ao preparar uma ... leia mais

Fala, moçada! Hoje vamos falar sobre uma zona de treino que muitos não gostam, mas que é fundamental para o desenvolvimento e a evolução do nado: o A3 e o anaeróbico.
Estamos falando de zonas de cansaço extremo, ou seja, de um exercício de alta intensidade, em que geralmente se exige 80% a 90% da frequência cardíaca máxima, gerando grande dificuldade respiratória e aquela sensação de “queimação”, que nada mais é do que a rigidez muscular causada pelo acúmulo de lactato no organismo.
Treinar nessa zona ajuda o corpo a remover esse lactato, consequentemente retardando a fadiga muscular. Ao exigir um alto volume de trabalho do sistema cardiovascular, o organismo melhora a capacidade de produzir energia rapidamente, aumentando a tolerância ao esforço de alta intensidade. Com isso, o corpo ganha força e resistência muscular, permitindo ao atleta manter velocidades mais altas por mais tempo.
Ou seja, nesse limiar de percepção de esforço, ocorrem duas situações: sabemos que existe um patamar em que o oxigênio dá conta da recuperação e outro nível em que isso já não é mais possível, pois ultrapassamos o nosso limite. Sabendo disso, ao oferecer um estímulo de alta intensidade, você está preparando o corpo para funcionar em condições de baixa oxigenação.
Certamente, os treinos e as séries nesse patamar requerem intervalos maiores para recuperação. Mas lembre-se de que, à medida que o esforço permanece consistente, seu desempenho aumenta.
Portanto, quando estiver praticando um exercício de alta intensidade, você até pode sofrer com a falta de ar, mas provavelmente vai ganhar alguns segundos em cada repetição.
Espero que essa dica tenha sido útil e a implicância com as séries de AN e A3 nas planilhas diminua gradativamente (risos).
Bons treinos e até!