
Hale Hoe Wa’a na reta final; acompanhe a chegada ao vivo
Gabriel Mattos e Rodrigo Fernandez estão prestes a concluir a expedição Hale Hoe Wa’a de 1000 km de ... leia mais

Maio chega trazendo uma reflexão necessária, silenciosa e, muitas vezes, desafiadora: até que ponto ser “bonzinho” ou “boazinha” é realmente uma virtude… e quando passa a ser um peso?
No universo do esporte onde a conexão, o respeito e o coletivo são pilares, existe também um chamado importante: o equilíbrio entre o cuidar do outro e o cuidar de si. E é exatamente aí que mora o ponto de virada.
A chamada “síndrome do bonzinho” não é um diagnóstico clínico, mas um padrão de comportamento muito presente. São pessoas que:
À primeira vista, parecem atitudes nobres. Mas, com o tempo, esse padrão cobra um preço alto: cansaço emocional, sobrecarga, frustração e até afastamento da própria identidade. E, no ambiente da canoa, isso se intensifica.
Dentro de uma equipe, cada remador tem seu papel. Existe sincronia, entrega e conexão. Mas existe também algo essencial: consciência individual. Um atleta que não respeita seus limites ou que busca agradar a todos o tempo inteiro perde sua força e, muitas vezes, desorganiza o coletivo.
Porque equipe não é sobre agradar… é sobre alinhar; liderança não é disputa: é direção E aqui entra um ponto fundamental que precisa ser resgatado: o respeito à liderança.
Na canoa, existem capitães, mestres, pessoas que assumem a responsabilidade de conduzir, orientar, corrigir e, muitas vezes, tomar decisões difíceis. Mas o que temos visto com frequência?
Muitos querem opinar, poucos querem assumir o peso da liderança. Muitos querem mandar, mas não querem ser conduzidos.
Uma equipe forte não é aquela onde todos falam ao mesmo tempo, é aquela onde existe escuta, confiança e respeito por quem está à frente.
Capitães e mestres precisam, sim, cobrar. Precisam orientar. Precisam corrigir. E isso não é autoritarismo. É responsabilidade.
Muitas vezes, o comportamento do “bonzinho” não nasce da generosidade, mas do medo:
E, nesse cenário, a pessoa evita se posicionar e também evita reconhecer a autoridade do outro. Porque quem não se posiciona, muitas vezes, também não sustenta o lugar de ouvir.
Ser uma pessoa boa não é o problema. Pelo contrário. O problema está em confundir bondade com submissão e liberdade com falta de limites. Dizer “não” também é um ato de amor.
Colocar limites também é respeito. Respeitar quem lidera e o time também é maturidade. O espírito Aloha nos ensina que tudo é energia e energia precisa de direção.
Um novo olhar para maio. Que este mês seja um convite para refletir:
Talvez seja hora de ajustar o remo. Não para remar menos pelos outros… Mas para remar com consciência, responsabilidade e respeito ao coletivo.
Aloha!