
Equipe de OC4 faz história ao surfar ondas ao lado de plataforma petrolífera
Equipe de OC4 surfe foi conferir de perto ondas que quebram ao lado da plataforma petrolífera Esther Oil, ... leia mais

Quando se rema no mar, a segurança sempre tem de vir em primeiro lugar. Ainda mais à noite e numa canoa individual. Com uma ondulação grande, mar muito mexido, a santista Alexandra Pozte teve de interromper o desafio de remar por 25 horas ininterruptas numa canoa havaiana. Ela já havia remado por quase 13 horas, completado cerca de 73 km, quando decidiu parar.
“Realmente não tinha condições. O mar estava grande, mexeu até com meu labirinto. Fiquei enjoada. Não tinha como seguir em segurança e nessa hora você tem de assumir a segurança, a humildade em saber desistir. Eu treinei muito para aguentar o cansaço físico e mental, mas a situação estava perigosa e, mesmo com o barco de apoio, ficou arriscado. Infelizmente dependemos da natureza”, falou a canoísta.
Ela começou a remar às 10h de sexta-feira e seguiu firme por toda a tarde e parte da noite, por um bom tempo com o mar bem agitado. A ideia era seguir remando, em lugar abrigado e depois voltar ao mar aberto para encerrar o desafio às 11h deste sábado. “Fiquei chateada, mas estou aqui para contar e não vou desistir do sonho”, complementou Japa, como é mais conhecida.
“Preciso agradecer muito aos quatro que estavam no barco de apoio, a Dani Lovatel (nutricionista), a Raquel (enfermeira), o Lucas (fotógrafo) e o Léo (barqueiro). Foram ótimos! E, claro, ao meu treinador, Rogério Mendes, que me preparou por meses e na hora que decidi parar, foi me buscar em Bertioga e ficou comigo. Foi muito parceiro, como sempre”, complementou a atleta do Clube de Regatas Vasco da Gama, que teve apoios de Evolution Canoe, Zoe Seguros, Chillibeans, Hack e Meta Va’a.