
No mar desde junho, remador se aproxima do Havaí
No mar desde junho de 2022, remador Cyril Derreumaux partiu da costa da Califórnia (EUA) rumo ao Havaí e ... leia mais

Quando se rema no mar, a segurança sempre tem de vir em primeiro lugar. Ainda mais à noite e numa canoa individual. Com uma ondulação grande, mar muito mexido, a santista Alexandra Pozte teve de interromper o desafio de remar por 25 horas ininterruptas numa canoa havaiana. Ela já havia remado por quase 13 horas, completado cerca de 73 km, quando decidiu parar.
“Realmente não tinha condições. O mar estava grande, mexeu até com meu labirinto. Fiquei enjoada. Não tinha como seguir em segurança e nessa hora você tem de assumir a segurança, a humildade em saber desistir. Eu treinei muito para aguentar o cansaço físico e mental, mas a situação estava perigosa e, mesmo com o barco de apoio, ficou arriscado. Infelizmente dependemos da natureza”, falou a canoísta.
Ela começou a remar às 10h de sexta-feira e seguiu firme por toda a tarde e parte da noite, por um bom tempo com o mar bem agitado. A ideia era seguir remando, em lugar abrigado e depois voltar ao mar aberto para encerrar o desafio às 11h deste sábado. “Fiquei chateada, mas estou aqui para contar e não vou desistir do sonho”, complementou Japa, como é mais conhecida.
“Preciso agradecer muito aos quatro que estavam no barco de apoio, a Dani Lovatel (nutricionista), a Raquel (enfermeira), o Lucas (fotógrafo) e o Léo (barqueiro). Foram ótimos! E, claro, ao meu treinador, Rogério Mendes, que me preparou por meses e na hora que decidi parar, foi me buscar em Bertioga e ficou comigo. Foi muito parceiro, como sempre”, complementou a atleta do Clube de Regatas Vasco da Gama, que teve apoios de Evolution Canoe, Zoe Seguros, Chillibeans, Hack e Meta Va’a.