
Brasileiros concorrem ao SUP Connect Awards
Em sua décima segunda edição, o SUP Connect Awards é uma premiação criada pelo site supconnect.com para ... leia mais

Em uma ação promovida por seu patrocinador, o Banco do Brasil, Isaquias Queiroz, maior nome da história da canoagem brasileira, está passando uma temporada em Belém (PA). Dono de cinco medalhas olímpicas e um verdadeiro ícone nacional do esporte que saiu do interior da Bahia para dominar o mundo, Isaquias tem aproveitado a estadia para vivenciar novas experiências além da canoagem velocidade.
Uma das ações mais marcantes dessa temporada foi a visita à Ilha do Combu, onde o campeão conheceu o clube Rio e Mar Va’a. Lá, ele foi recebido pelos remadores do clube e recebeu instruções da atleta Nanda Baniwa, indígena do povo Baniwa nascida na região do Rio Negro (AM), sobre a canoagem polinésia. Para Nanda, o encontro foi a realização de um sonho. Em seu perfil nas redes sociais, ela descreveu a emoção de receber sua maior inspiração em casa e brincou sobre o privilégio de poder ensinar “nem que seja uma pequena manobra” ao mestre das águas. A atleta destacou que ouvir Isaquias falar sobre seus desafios serviu como um grande combustível para seguir seus próprios objetivos.
Acostumado a dominar as provas de C1 e C2, Isaquias não hesitou em ir para a água testar as tradicionais canoas polinésias. Durante a visita, o campeão olímpico experimentou remar tanto na embarcação coletiva (OC6) quanto na individual (V1), mostrando que sua intimidade com o remo e com as águas transcende qualquer modalidade.

Diante desse encontro, fica a reflexão: será que um dia veremos Isaquias Queiroz participando de competições de V1? A princípio, não. Afinal, o foco do campeão segue firme na canoagem velocidade. No entanto, ter um atleta do seu porte e com a sua relevância envolvido com a va’a é, sem dúvida, um passo gigantesco para dar visibilidade à canoagem polinésia no Brasil.
Uma coisa ficou clara: o campeão mundial curtiu a experiência. Sendo assim, deixo aqui minha sugestão para que confederações e organizadores de provas aproveitem o momento e façam uma aproximação. Imaginem ver Isaquias dando a bandeirada de largada de uma etapa do Aloha Spirit, por exemplo. A julgar pelos registros do encontro e pela rápida adaptação às novas embarcações, a conexão foi criada.