
CBVA’A publica edital para organização dos Campeonatos Brasileiros de Va’a 2025
CBVA'A lança edital para selecionar os organizadores interessados em realizar os eventos do Campeonato ... leia mais

Em uma ação promovida por seu patrocinador, o Banco do Brasil, Isaquias Queiroz, maior nome da história da canoagem brasileira, está passando uma temporada em Belém (PA). Dono de cinco medalhas olímpicas e um verdadeiro ícone nacional do esporte que saiu do interior da Bahia para dominar o mundo, Isaquias tem aproveitado a estadia para vivenciar novas experiências além da canoagem velocidade.
Uma das ações mais marcantes dessa temporada foi a visita à Ilha do Combu, onde o campeão conheceu o clube Rio e Mar Va’a. Lá, ele foi recebido pelos remadores do clube e recebeu instruções da atleta Nanda Baniwa, indígena do povo Baniwa nascida na região do Rio Negro (AM), sobre a canoagem polinésia. Para Nanda, o encontro foi a realização de um sonho. Em seu perfil nas redes sociais, ela descreveu a emoção de receber sua maior inspiração em casa e brincou sobre o privilégio de poder ensinar “nem que seja uma pequena manobra” ao mestre das águas. A atleta destacou que ouvir Isaquias falar sobre seus desafios serviu como um grande combustível para seguir seus próprios objetivos.
Acostumado a dominar as provas de C1 e C2, Isaquias não hesitou em ir para a água testar as tradicionais canoas polinésias. Durante a visita, o campeão olímpico experimentou remar tanto na embarcação coletiva (OC6) quanto na individual (V1), mostrando que sua intimidade com o remo e com as águas transcende qualquer modalidade.

Diante desse encontro, fica a reflexão: será que um dia veremos Isaquias Queiroz participando de competições de V1? A princípio, não. Afinal, o foco do campeão segue firme na canoagem velocidade. No entanto, ter um atleta do seu porte e com a sua relevância envolvido com a va’a é, sem dúvida, um passo gigantesco para dar visibilidade à canoagem polinésia no Brasil.
Uma coisa ficou clara: o campeão mundial curtiu a experiência. Sendo assim, deixo aqui minha sugestão para que confederações e organizadores de provas aproveitem o momento e façam uma aproximação. Imaginem ver Isaquias dando a bandeirada de largada de uma etapa do Aloha Spirit, por exemplo. A julgar pelos registros do encontro e pela rápida adaptação às novas embarcações, a conexão foi criada.