Como o va’a está mudando a história de Charitas, em Niterói

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Va'a Charitas
As canoas havaianas agora são parte indissociável da paisagem de Charitas. Foto: @soulvaaniteroi

Niterói é atualmente a cidade com o maior número de clubes de va’a do Brasil. 13 deles instalados na praia de Charitas, que se tornou um dos polos da modalidade no país.

A praia, pacata e abrigada, de águas limpas na maioria dos dias, tem as características ideais para a canoagem polinésia e a adesão dos clubes, com a explosão do va’a no Brasil, foi uma consequência natural.

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Porém, mais do que isso, a chegada dos clubes em Charitas vem mudando – para melhor –  a realidade da praia.

É o caso dos quiosques ali instalados, que devido às medidas de isolamento social decretadas pela prefeitura no enfrentamento à pandemia, precisaram fechar suas portas por várias semanas.

Va'a Charitas
O clube Tribo Hoe, que desenvolve um projeto de inclusão social através do va’a, fez solicitação à Prefeitura de Niterói para melhorias na acessibilidade da praia. Foto: @tribohoe

Para driblar a crise, vários deles se tornaram guarderias de canoas, cobrando mensalidades de até R$ 170,00, e firmaram parcerias com clubes de Niterói como o Haka, Brasil Va’a, Soul Va’a, Niterói Hoe, Astral Va’a e o Tribo Hoe, que inovou promovendo a inclusão social através da canoagem polinésia.

Entre os alunos da Tribo Hoe, há cadeirantes e portadores de necessidades especiais. Defronte ao quiosque há uma vaga exclusiva para deficiente físico, contudo, a calçada não tem rampa e os quatro cadeirantes que praticam o esporte têm dificuldade em sair do carro. Já foi feita uma solicitação à Prefeitura, mas nenhuma ação foi tomada pelos órgãos públicos, até agora.

Va'a Charitas
Remadores do clube Niterói Hoe, primeiro a chegar à Charitas, treinam nas águas calmas da região. Foto: @niteroihoe

A explosão na procura das canoas havaianas fez com que muita gente também passasse a frequentar Charitas para ver o pôr do sol, criando um “círculo virtuoso” na região.

O primeiro clube que se instalou em Charitas, em 2008, foi o Mauna Loa. Em seguida, vieram o Hoa Aloha e Niterói Hoe, cujo fundador Hélio Teixeira, já atuou como presidente da Federação de Canoa Havaiana do Estado do Rio de Janeiro (FCHERJ).

Hélio Teixeira torce para que sejam construídas miniguarderias públicas e banheiros quando for feita a revitalização de Charitas. A obra está prometida pela prefeitura. 

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