
O papel dos esportes aquáticos na infância
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Hoje, damos início a uma jornada que pode transformar sua maneira de enxergar o esporte – e a vida. Esta coluna mensal não é apenas um espaço para falar sobre treinamento mental, mas um convite para despertar uma força interior que muitos desconhecem.
Uma mudança silenciosa, porém, poderosa, já está em curso. Cada vez mais atletas e treinadores, dos iniciantes aos campeões mundiais, reconhecem que a diferença entre o comum e o extraordinário está na mente. Estamos diante de uma nova era. Uma onda que se forma há anos, mas que agora cresce com força e volume. Quem aprender a surfar essa onda chegará mais longe, mais forte, mais preparado. Quem resistir ficará para trás, preso às velhas crenças que limitam o verdadeiro potencial.
Porque não há saúde mental isolada. Não há corpo sem mente, nem mente sem corpo. Eles são uma unidade indissociável, que precisa ser treinada e fortalecida com o mesmo compromisso com que se treina músculos e habilidades técnicas.
Desde criança, compreendi que a força verdadeira não está apenas no físico, mas na conexão profunda entre mente e corpo. Sempre busquei entender essa relação, aprofundando-me no estudo das neurociências e do treinamento mental. E, em meio a essa busca, uma frase mudou tudo.
A Dra. Rosana Alves, médica e neurocientista, certa vez revelou algo que virou uma chave em minha mente: o cérebro humano possui três desejos fundamentais – buscar prazer, evitar dor e economizar energia.
Agora, pense nisso por um momento. Quando estamos no auge do esforço físico, seja nos treinos ou em competições, não estamos atendendo a nenhuma dessas três necessidades do cérebro. É aí que começam os desafios. O corpo quer seguir, mas a mente encontra desculpas para parar. Surge a autossabotagem. O cansaço parece maior do que realmente é. A confiança se abala. Os movimentos perdem fluidez. O cérebro, em um instinto de autopreservação, envia comandos sutis para reduzir o esforço, buscando justificar essa fuga do desconforto.
Aqui entra o verdadeiro poder do treinamento mental. Ele ensina você a identificar esses mecanismos automáticos, a quebrar padrões de autossabotagem e a assumir o controle nos momentos decisivos. É ele que separa os atletas que travam sob pressão dos que brilham quando mais importa.
Ansiedade antes da prova? Medo de errar? Dificuldade em manter o foco? Falta de motivação? Medo de decepcionar? Tudo isso pode – e deve – ser treinado.
E é exatamente isso que faremos aqui, mês a mês. Vamos explorar técnicas, ferramentas e novos estudos sobre neurociência e física quântica, entendendo como nosso cérebro constrói padrões e crenças – sejam elas limitantes ou impulsionadoras.
A Onda Mental já está no horizonte. Rememos juntos, surfar essa onda é questão de escolha. Seja bem-vindo a essa jornada!