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A edição de 2026 da Molokai to Oahu (M2O) foi muito especial. Tradicionalmente, a travessia acontece sempre no último domingo de julho. E, quando uma prova tem uma data marcada com muita antecedência, nem sempre ela consegue escolher as melhores condições para a competição. Mas, desta vez, os deuses estavam do lado dos atletas.
O vento funcionou, mas o que mais contribuiu para as excelentes performances foi a direção e a força da ondulação de leste, que ajudou diversos atletas a estabelecerem suas melhores marcas pessoais e proporcionou o novo recorde mundial da prova, conquistado pelo campeão Charlie Veco (tetracampeão da M2O)
O australiano cruzou a linha de chegada com impressionantes 4 horas, 18 minutos e 03 segundos, para completar as 32 milhas (aproximadamente 52 km) que separam as ilhas havaianas de Molokai to Oahu.

Conforme informado, o australiano Charlie Veco foi o grande vencedor, mas a história não para por aí. A Austrália realmente parece gostar desse formato de competição e dominou completamente o pódio da categoria. A medalha de prata ficou com Lewis Betts, de 29 anos, que completou a travessia em 5 horas, 06 minutos e 58 segundos. Já o bronze foi para Harry Hickey, com o tempo de 5 horas, 41 minutos e 01 segundo. Ou seja, pódio inteiro australiano na Paddleboard Unlimited Masculino.
A maior disputa do dia colocou Havaí e Austrália em um verdadeiro confronto remada a remada. E, no fim, melhor para o australiano Stone Harrison, que venceu com o tempo de 5 horas, 03 minutos e 11 segundos.
A chegada pela medalha de prata foi apertadíssima. O havaiano Peter Toa completou a travessia em 5 horas, 03 minutos e 30 segundos, apenas 19 segundos atrás do campeão.
A medalha de bronze ficou com o neozelandês Ethan Storey, que cruzou a linha de chegada em 5 horas, 09 minutos e 07 segundos.
Peter Toa, que tem apenas 17 anos, é considerado a maior revelação mundial da modalidade.
Pela primeira vez na história da M2O, além das tradicionais categorias Stock e Unlimited, surge a categoria 14 pés. A novidade chega impulsionada por uma demanda crescente, principalmente na Califórnia, mas que já se espalha entre atletas de todo o mundo. Uma tendência que, ao que tudo indica, é um caminho sem volta.
Uma das categorias mais solicitadas pelos atletas finalmente fez sua estreia na travessia, e a vitória ficou com o australiano Stuart McLain, que impressionou ao completar o percurso em 4 horas, 42 minutos e 06 segundos. O veterano norte-americano Steven Shlens ficou com a medalha de prata, com 5 horas, 36 minutos e 30 segundos, enquanto o também norte-americano Stan Jasso conquistou o bronze, com 6 horas, 06 minutos e 42 segundos.
O desempenho de Stuart McLain merece um destaque especial. Com sua prancha customizada da Kracka, o australiano não apenas venceu a nova categoria, como também alcançou o segundo melhor tempo geral entre todas as pranchas, ficando atrás somente de Charlie Veco, campeão da Unlimited e dono do novo recorde mundial da M2O

Vale lembrar que, no feminino, não existem divisões de categorias por faixa etária, apenas pelo tamanho de prancha.
No Stock Feminino, a grande campeã foi a norte-americana Alison Schlinger, que completou a travessia em 6 horas, 00 minutos e 56 segundos. A medalha de prata ficou com a australiana Jasmine Graham, com o tempo de 6 horas, 15 minutos e 52 segundos.
O bronze foi conquistado pela veterana Liz Hunter, que já foi campeã da M2O e, desta vez, voltou ao pódio com o terceiro lugar, completando a prova em 6 horas, 18 minutos e 37 segundos.
Depois de alguns anos sem ser realizada na travessia Moloka’i Oahu, a categoria Unlimited Feminino está de volta. E o retorno não poderia ter uma campeã mais emblemática. A vitória ficou com a havaiana Kanesa Duncan, de 50 anos, considerada a maior vencedora da história do evento. Com mais um título para sua coleção, Kanesa completou a travessia em 5 horas, 40 minutos e 13 segundos.
A medalha de prata ficou com a australiana Leah Treleblock, de 41 anos, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 7 horas, 53 minutos e 22 segundos.
A Molokai to Oahu continua sendo um fenômeno cultural no universo do prone paddleboard. A prova mais famosa do mundo, que alimenta o desejo de participação de muitos australianos, neozelandeses, europeus, havaianos, norte-americanos, sul-americanos e atletas de todas as partes do planeta.
Mas os números da edição de 2026 trazem uma reflexão importante. Dos 93 atletas inscritos, apenas sete estavam na categoria SUP, confirmando uma queda na particição da modalidade que vem se repetindo nos últimos anos. Os outros 86 atletas eram do paddleboard.
É importante analisar essa separação cada vez maior entre o universo do SUP e o universo do paddleboard. Uma das respostas para a diminuição do número de atletas no SUP é a migração massiva para o foil, modalidade que também faz parte do universo da M2O, mas que é realizada em outra data.
E, ao que parece, quando o assunto é tradição, a Molokai to Oahu ainda permanecerá por muitos anos como a prova mais famosa do mundo do paddleboard.