
Green Islands fecha Paulista de 2020 em grande estilo
Válido como última etapa do circuito paulista, Green Islands, contou com participações de peso do SUP ... leia mais

Realizada logo após o Mundial da ISA, a etapa final do ALAS Pro Tour em El Salvador encerrou a temporada de Stand Up Paddle em grande estilo, destacando-se não apenas pelo alto nível técnico, mas por uma estrutura e premiação que apontam para um futuro promissor no cenário global. Com uma performance expressiva dos atletas brasileiros e a direção técnica do experiente Américo Pinheiro nas provas de Race, o evento reforçou o potencial do circuito latino-americano para se tornar o mais rentável e desejado do mundo.
A competição, que aconteceu na paradisíaca Punta Mango, impressionou pela organização. Segundo Américo Pinheiro, a estrutura montada foi uma das maiores e mais bem equipadas já vistas em um campeonato da modalidade. O ALAS Tour distribuiu uma premiação total de 180 mil dólares, com 20 mil dólares destinados a cada uma das modalidades de SUP (Race e Surf), um valor que serviu como grande motivação para os atletas.
“O que mais me impressionou foi a estrutura”, comentou Pinheiro. “Ao chegar em Punta Mango, local que, há dois meses, não possuía nenhuma infraestrutura, encontrei uma das maiores e mais bem equipadas vistas em um campeonato de stand up paddle.”

No SUP Race Técnico, Pinheiro implementou um formato inovador com três provas, onde a somatória dos resultados definia o campeão, tornando a disputa mais justa e emocionante. Na categoria feminina, a jovem brasileira Rebeka Klotz foi a grande surpresa. A atleta júnior conquistou um impressionante terceiro lugar, superando competidoras mais experientes e mostrando grande maturidade técnica. A argentina Juliette Duhaime, que também é treinada por Pinheiro, dominou a prova e sagrou-se campeã. As brasileiras Roseli Krepel e Jessika Moah ficaram em quarto e quinto lugar, respectivamente, com Alma Coletta (ARG) na segunda colocação.
No masculino, a disputa foi acirrada. O peruano Itzel Delgado mostrou consistência e garantiu o título, mas o brasileiro Eri Tenório teve uma performance crescente e conquistou o vice-campeonato. David Leão, especialista em provas de Sprint, venceu a primeira bateria, mas não manteve o ritmo nas seguintes.

O show brasileiro continuou no SUP Surf. O veterano Leco Salazar mostrou, mais uma vez, que se mantém está em plena forma ao vencer a categoria masculina, com Luiz Diniz completando o pódio na quarta colocação. O francês Benoit Carpentier ficou com o vice-campeonato e o peruano Sebastián Gómez completou o pódio com a terceira colocação.
No feminino, as brasileiras Aline Adisaka e Gabriela Sztemfater ficaram, respectivamente, em terceiro e quarto lugar. Vania Torres, do Peru, foi a campeã e Lucía Cosoleto, da Argentina, vice-campeã.

Fundada em 2000, a Associação Latino-Americana de Surfistas Profissionais (ALAS) tem sido um catalisador para a profissionalização do surf no continente e, desde 2022, abriu suas portas para atletas de todo o mundo, tornando-se também um circuito classificatório para os Jogos Pan-Americanos.
Para Américo Pinheiro, o sucesso da etapa em El Salvador é um sinal claro do potencial do circuito. Em um cenário internacional onde outras ligas enfrentam dificuldades, o ALAS surge como uma alternativa robusta e atrativa.

“Diante de um cenário internacional desafiador, com a APP e o Euro Tour enfrentando dificuldades, acreditamos que o ALAS pode se tornar o circuito dos sonhos para essas modalidades, integrando SUP Surf e SUP Race em locais paradisíacos com ondas de qualidade e premiações significativas”, avaliou Pinheiro.
Após o sucesso do evento, Pinheiro foi convidado para participar do planejamento do circuito para o próximo ano, um reconhecimento ao seu trabalho. “Tenho grande satisfação em estar envolvido nesse projeto e em minhas funções como técnico, chefe de equipe e diretor de provas internacionais, com expectativas de crescimento contínuo. Que venha 2026”, concluiu.