CBCa confirma circuito brasileiro de canoa OC1 

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Circuito brasileiro da CBCa prevê a realização de três etapas, além de uma competição internacional durante o MolokaBRA 2026. Foto: Roger

A Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) confirmou a criação de um circuito brasileiro de canoa havaiana individual (OC1) para a temporada de 2026. A iniciativa surge como desdobramento da decisão da Federação Internacional de Canoagem (ICF), anunciada em outubro de 2025, de incluir a OC1 como modalidade oficial em seus eventos, integrando-a à canoagem oceânica.

O novo circuito nacional será realizado em conjunto com as já tradicionais competições de surfski, com a OC1 entrando como uma nova classe oficial. Segundo Denis Simões, supervisor de canoagem oceânica da CBCa, a entidade está finalizando a formatação do regulamento, que seguirá os mesmos padrões estabelecidos pela ICF.

“A previsão é de ter em todas as etapas que tiverem prova de oceânica pela CBCa a prova de OC1 também”, afirma Simões. “A OC1 seguirá junto com o surfski, como uma classe, assim como o SS1 (surfski individual) e o SS2 (surfski duplo)”.

O calendário, que deve ser oficialmente divulgado até o final de fevereiro, prevê a realização de três etapas, além da Copa do Mundo de Canoagem Oceânica, que será realizada em Fortaleza, durante o Molokabra. Embora as datas e locais ainda estejam sendo definidos com os organizadores, a maioria das praças já estão confirmadas ou fortemente cotadas. O Desafio dos Faróis, em Salvador (BA), será a etapa de encerramento do circuito. Uma etapa em Ilhabela (SP) está confirmada para junho, e a abertura do circuito, prevista para março ou abril, deve acontecer em Angra dos Reis (RJ) ou Paranaguá (PR).

As competições seguirão o formato característico da canoagem oceânica da CBCa, com provas longas, no estilo downwind, ou seja, evitando circuitos mais curtos, delimitados por boias. As categorias em disputa abrangerão desde o sub-júnior até o master, com subdivisões a cada 10 anos (A, B, C, D, E e F), tanto para homens quanto para mulheres, seguindo o mesmo padrão adotado nas provas de surfski.

Para competir, a única exigência é que o remador esteja filiado a um clube vinculado à Confederação Brasileira de Canoagem. Simões confirmou que, da parte da entidade, não há nenhum impedimento para que atletas também filiados à Confederação Brasileira de Va’a (CBVAA) participem das provas, bastando apenas que cumpram este mesmo requisito de estarem vinculados a um clube filiado à CBCa.

Dois campeonatos brasileiros de OC1 em 2026

Com a criação deste circuito, o Brasil terá em 2026 dois campeonatos nacionais de canoa OC1 sendo realizados por entidades distintas: o da CBVAA (Confederação Brasileira de Va’a), ligada à Federação Internacional de Va’a (IVF), e agora o da CBCa, ligada à ICF. Questionado sobre a participação dos atletas, Denis Simões esclarece que não há impedimentos por parte da CBCa. “Os atletas que desejam participar do circuito deverão estar filiados a um clube vinculado à Confederação Brasileira de Canoagem”, explica, abrindo a possibilidade para que remadores de ambas as entidades participem, desde que cumpram o requisito de filiação.

A criação do circuito pela CBCa alinha o Brasil ao movimento global da ICF, que já divulgou um calendário mundial de canoagem oceânica com quatro etapas, incluindo uma parada no Brasil durante o evento Molokabra. A medida formaliza a OC1 dentro da estrutura da canoagem olímpica e oferece um novo caminho competitivo para os atletas brasileiros que desejam competir no cenário internacional chancelado pela Federação Internacional de Canoagem.

Para mais informações acesse canoagem.org.br.

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