
Surpresas na abertura do CBSurf BC Surf Festival 2024
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O clima era de festa e emoção na Praia de São Francisco, em Niterói, durante o último dia do Campeonato Mundial de Va’a de longa distância, encerrado na quarta-feira (20/08). Após cinco dias de disputas intensas, o Brasil consolidou seu melhor resultado na história da competição, atingindo a marca inédita de 20 medalhas: sete de ouro, sete de prata e seis de bronze. No ranking geral entre as nações, o país só foi superado pelo Taiti, um dos berços da canoa polinésia, e ficou à frente de potências como Havaí, Nova Zelândia, Canadá, Austrália e Estados Unidos. Ao todo, 15 países conquistaram medalhas entre as 26 delegações e 819 atletas presentes.
O grande destaque do último dia foi a principal prova da modalidade, a Open V6 por equipes, categoria de mais alto nível técnico da va’a coletiva. A equipe brasileira, Team Mirage, representada por Paulo dos Reis, Maxwell Coutinho, Felipe Mazzu, Kaique Ramos, Henrique Vogel e Ricardo Mirapalheta, conquistou a prata, ficando a meros 41 segundos do poderoso time taitiano, composto por remadores da equipe Enviropol (campeã da Vodafone Channel Race de 2024). A disputa eletrizante empolgou o público na Baía de Guanabara, demonstrando o avanço técnico e a força do time nacional, que teve um início de prova difícil, mas conseguiu ultrapassar as equipes de Rapa Nui, Ilhas Cook e Nova Zelândia, liderada pelo campeão mundial de Sprint, Turupia King.
“Foi um resultado histórico. Prova foi difícil pra caramba, tivemos duas colisões com Rapa Nui , complicou bastante, mas conseguimos recuperar muito, ficamos perto do Taiti, que é das maiores potências do mundo no esporte, o que mostra que o Brasil está com o potencial muito grande. Foi nosso melhor resultado na categoria Open”, vibrou Paulo dos Reis.
A equipe de Rapa Nui completou o pódio da V6 Open na terceira colocação, faturando a medalha de bronze.
Também no último dia, o Brasil conquistou mais duas medalhas expressivas. Uma foi um bronze na categoria Master 60 V6, com um time feminino que celebrou não só o resultado como também a superação pessoal. “A prova foi muito dura, mas estamos muito felizes porque fizemos um tempo melhor do que o nosso último treino. Estamos muito contentes em mostrarmos que a mulher de 60 pode tudo e mais um pouco. Foi muito bom”, comemorou a remadora Tereza Terra. Completam o time: Lica Martins, Sônia Campos Figueira, Rosemeire Ratzka, Suzete Motta e Rebeca Azambuja.
A outra medalha para o Brasil no encerramento do Mundial foi na Master 50 V1. Carlos Chinês brilhou novamente ao garantir o bronze em uma batalha acirrada, ultrapassando o americano Darian Hildreth nos momentos finais. “Cada vez é mais difícil e a categoria vai renovando. Não fui muito bem na boia, mas fiquei calmo, recuperei e dei um Sprint no final. Não poderia deixar minha torcida sem medalha. Fiz o meu melhor”, declarou o atleta, emocionado.
Tiago Martins, organizador do evento, celebrou a realização: “A sensação é de dever cumprido, tudo ocorreu como imaginamos, tempo ajudou, tivemos provas desafiadores. Foi muito legal todo esse trabalho e resultado. Tudo começou há dois anos atrás quando nos candidatamos para receber o Mundial. Temos que agradecer nossos parceiros em especial a Prefeitura de Niterói através da SMEL que nos apoiou muito a realizar esse sonho”.
O Mundial de Va’a deste ano reuniu atletas representando 26 nações em Niterói. Além do resultado esportivo, o evento celebrou o intercâmbio cultural e a participação ativa de competidores de todas as idades, do juvenil ao master, e das modalidades paralímpicas. Para a delegação brasileira, o Mundial de 2025 entra para a história não só pelo recorde de medalhas, mas por mostrar ao mundo o potencial inclusivo desse esporte em um cenário cada vez mais competitivo.
| PAÍS | OURO | PRATA | BRONZE | TOTAL | |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | TAITI | 13 | 5 | 3 | 21 |
| 2 | BRASIL | 7 | 7 | 6 | 20 |
| 3 | CANADÁ | 4 | 1 | 2 | 7 |
| 4 | EUA | 3 | 5 | 4 | 12 |
| 5 | NOVA ZEALÂNDIA | 2 | 6 | 4 | 12 |
| 6 | AUSTRÁLIA | 2 | 4 | 3 | 9 |
| 7 | HAVAÍ | 2 | 2 | 0 | 4 |
| 8 | FRANÇA | 2 | 0 | 1 | 3 |
| 9 | ALEMANHA | 1 | 1 | 0 | 2 |
| 10 | ILHAS COOK | 1 | 0 | 0 | 1 |
| 11 | RAPA NUI | 0 | 1 | 2 | 3 |
| 12 | CHILE | 0 | 0 | 2 | 2 |
| 13 | NOVA CALEDONIA | 0 | 0 | 1 | 1 |
| 13 | FIJI | 0 | 0 | 1 | 1 |
| 13 | PANAMÁ | 0 | 0 | 1 | 1 |
O Campeonato Mundial de Va’a 2025 é uma realização da Federação Internacional de Va’a (IVF) e da Confederação Brasileira de Va’a (CBVAA), com o patrocínio da Prefeitura de Niterói através da SMEL – Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.