Polêmico ou não, dá certo: uma homenagem ao capitão do meu clube

Compartilhe
capitão do clube
A simpatia do nosso capitão pode não ser o recurso mais abundante, mas o que mantém uma base unida vai além de um sorriso fácil. Foto: Arquivo pessoal

Quem rema regularmente em um clube de canoa inevitavelmente irá se relacionar com o responsável por aquele espaço, que muitas vezes puxa os treinos, organiza as equipes e é encarregado por apresentar esse esporte incrível para quem, em muitos casos, está experimentado aquela sensação pela primeira vez.

Às vezes a relação evolui para uma amizade sincera e às vezes se mantém mais protocolar. Mas o que não pode faltar é o respeito. É aí que alguns “capitães”, como habitualmente chamamos os responsáveis pelos clubes, se perdem. O respeito se conquista. Ele não vem pela força e nem pelo sorriso fácil. É por isso que resolvi escrever esse texto. Para falar do capitão do meu clube: Alfredo Piragibe. Um nome muito comentado no mundo Va’a. Polêmico? Sim. Participativo? Muito. Interessado? Até demais!

Mas o que pouca gente vê é o trabalho de bastidor que ele faz para que tudo funcione e, principalmente, para garantir a segurança de todo mundo.

Na Bravus, atraso é praticamente uma lenda urbana. O combinado é estar na areia às 5h15. Chegou 5h30 e seu pezinho ainda não encostou na areia? Pode fazer o caminho de volta pra casa, porque os 15 minutos de tolerância já foram utilizados. Resultado: todo mundo aprende rapidinho que horário não é sugestão, é compromisso.

E se ele vê alguém parado? Aí começa o famoso sistema de gestão por incentivo sonoro. É grito pra cá, grito pra lá, até todo mundo estar ajudando a montar as canoas. Ficar contemplando a paisagem não faz parte do planejamento estratégico dele.

Tem também a obsessão pelos equipamentos. Tudo precisa estar funcionando, conservado e seguro. E as regras? Ah, as regras… Todo mês parece surgir uma atualização nova naquele contrato. Daqui a pouco vai ter versão 12.0 com correção de bugs e novas funcionalidades.

capitão do clube
Da esq. para a dir.: o capitão da Bravus, Alfredo Piragibe, seu braço direito, Solange e a autora do artigo, Bia. Foto: Arquivo pessoal

Vou confessar: não é uma figura fácil de conviver todos os dias. Mas tem um coração enorme, ajuda muita gente sem fazer propaganda, possui uma visão de mar e de remo impressionante e é uma referência para qualquer remador.

Agora, se você quiser conhecer o lado mais simpático dele, vai precisar insistir um pouco. Porque simpatia instantânea não é exatamente o recurso mais abundante no pacote Alfredo Piragibe.

Amado por uns, odiado por outros, ele é a prova de que liderança não precisa agradar todo mundo para funcionar. Faz com que todos se respeitem, impõe limites dentro e fora da canoa e, quando decide que alguém precisa ficar na areia por questão de segurança, normalmente está pensando no bem coletivo.

É seco nas mensagens? Sem dúvida. Demonstra afeto escrevendo textos fofinhos? Nem em sonho. Mas quando precisa ajudar alguém, faz o que pode e, muitas vezes, até o que não pode.

A Bravus está longe de ser perfeita, como qualquer clube. Mas uma coisa é inegável: horário é horário, as canoas funcionam, são bem conservadas, a organização acontece e o ego passa bem longe.

Então, hoje a homenagem é para esse personagem único que, entre um puxão de orelha e outro, ajuda a construir uma comunidade de respeito, disciplina e amizade.

Parabéns, Alfredo! E relaxa… pode sorrir, ninguém vai tirar foto. E os alunos novos ficam nas pontas pra cortamos a foto caso saiam do clube (risos). Ele sempre fala isso! Simpático, nah?!

Não perca nada! Clique AQUI para receber notícias do universo dos esportes de água no seu WhatsApp

Compartilhe