Va’a, crescimento, pertencimento e a emoção da primeira remada

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Os gêmeos Jonatas e Davi com João Castro em etapa dop Aloha Ilhabela (à esq.), quando tinham sete anos e, ano passado, aos 15 anos de idade, durante o Aloha Spirit Maceió, entre eu, Cassius e João. Eventos como o Aloha acompanham gerações. Foto: Arquivo pessoal

O Va’a vem conquistando espaço no universo esportivo de forma impressionante. A cada ano surgem novos clubes, novas equipes, novas competições e, principalmente, novas histórias sendo escritas dentro de uma canoa.

O que antes era um esporte conhecido por poucos, hoje atravessa praias, lagoas e represas do Brasil reunindo pessoas de diferentes idades, profissões e trajetórias de vida. O Va’a cresceu. Cresceu em número de atletas, em estrutura, em eventos e em relevância.

Mas junto com esse crescimento surge também uma reflexão importante: o quanto ainda precisamos ampliar a visibilidade e a valorização desse esporte que carrega tanta cultura, disciplina e espírito coletivo.

O Va’a é mais do que uma modalidade esportiva. Ele é tradição, é conexão com a natureza, é aprendizado constante sobre ritmo, escuta e confiança no outro.

E talvez, para entendermos verdadeiramente a força desse esporte, seja necessário voltar um pouco no tempo… até o primeiro dia em que cada atleta sentou em uma canoa.

Quem já viveu esse momento sabe exatamente do que estou falando.

Aquela primeira remada nunca se esquece.

O coração acelerado.

O equilíbrio ainda inseguro.

O olhar atento para quem já rema há mais tempo.

A curiosidade misturada com respeito pelo mar, pela lagoa ou pelo rio.

Há algo de profundamente simbólico quando um iniciante entra pela primeira vez em uma canoa. É como atravessar uma porta invisível para um novo universo.

Ali começa uma jornada.

Muitos chegam por curiosidade. Outros por convite de amigos. Alguns em busca de saúde física. Mas quase todos descobrem algo maior: um sentimento de pertencimento.

Com o tempo, aquela remada tímida ganha força. O corpo aprende o movimento. O ritmo começa a surgir. E, quando menos se percebe, aquele iniciante já faz parte de algo muito maior do que imaginava.

Existe também algo que muitos atletas costumam dizer, quase como um segredo compartilhado entre quem vive esse esporte:

A canoa salva muita gente de diversas situações.

Salva do estresse do cotidiano.

Salva da solidão.

Salva de momentos difíceis da vida.

Salva ao oferecer disciplina, propósito e conexão.

Na canoa encontramos silêncio, parceria, desafio e superação. Encontramos pessoas que passam a remar na mesma direção na água e muitas vezes também na vida.

É por isso que, ao falarmos do crescimento do Va’a, precisamos lembrar que cada novo atleta carrega consigo a mesma emoção que um dia todos nós sentimos.

O esporte cresce porque continua sendo capaz de despertar encantamento.

Cresce porque não tem idade.

Cresce porque transforma.

Cresce porque conecta pessoas.

E quanto mais ele cresce, mais importante se torna dar visibilidade a essa modalidade que reúne valores tão essenciais para o esporte e para a vida: cooperação, respeito, disciplina e conexão humana.

Valorizar o Va’a é valorizar também cada história que começa dentro de uma canoa.

Talvez seja bonito, de vez em quando, parar e lembrar daquele primeiro dia. Da primeira remada. Da primeira sensação de deslizar sobre a água.

Porque é exatamente ali que tudo começa. Quando pensamos, meu Deus que incrível estar sentado aqui, vivendo isso!

E enquanto houver alguém vivendo essa emoção pela primeira vez, o Va’a continuará crescendo.

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